Afinal, realmente o ano de 2015 iniciou?
Sexta, 20 de Fevereiro de 2015

Muitas vezes ouvimos e até mesmo falamos, o ano no Brasil inicia após o Carnaval, ou seja, iniciamos o ano de 2015 exatamente agora, na Quarta-feira de Cinzas, que é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia são um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

Além das “cinzas” do calendário cristão para muitos que iniciam o ano após o Carnaval também disfrutam das cinzas pelo enterro de praticamente 2/10 do ano produtivo. Perfeito, se faz necessário viver a vida, festejar e aproveitar esta vida onde somos passageiros. Mas realmente temos tanto a comemorar que leva dois meses para iniciarmos a trabalhar?

Sem defender, credo, cor e/ou ideologia politica, a relação de renda com os ajustes que vem ocorrendo com as consequências do combustível a preços exorbitantes contra uma queda gigante no preço do petróleo, dólar em patamares dos últimos dez anos, taxa básica de juros a cima dos dois dígitos e com expectativas de novas altas, inflação resiliente e superior a meta dos 4,5%, toda esta junção de fatores estão e continuarão a produzir fatores negativos tais como, produção industrial em queda livre, setor de serviços que contrabalanceava indicando desaceleração e queda, oferta de empregos menores. Estes são alguns pontos dentre vários.

Um cenário nada agradável, fruto de ingestão econômica, ao surgir problemas remediamos e escondemos as feridas, onde retornarão posterior, e porque não acatamos os motivos, a causa do problema. Talvez pelo fato de não existir problemas, não seja necessário à falsa “mão benéfica do governo”. 

Surge aqui uma “tempestade perfeita” dos preparados iniciando a ano no dia primeiro de janeiro, com planejamento, contra os atropelados que após o desfruto de alguns dias de “bonança ilusória” desesperadamente pegam o trem andando e acreditam que irão sentar na janela para desfrutar o caminho. 

“Deitado eternamente em berço esplendido...fulguras, ó Brasil, florão da América..” pequena citação ao Hino Nacional de belas frases encontramos o gigante pela própria natureza cavando uma sepultura. 

Nem só de espinhos é formada a rosa, a grandiosidade do errante povo brasileiro que labuta e destaca-se perante o mundo, novamente ressurgirá. 

Assim acredito, dedico e contribuo com a parte necessária.

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