Está disposto a depositar 85% para saldar o rombo da Corrupção
Quinta, 02 de Abril de 2015

Novamente a convocação para pagar outro escândalo de corrupção, após o surgimento do “Mensalão”, fomos expostos a um dos maiores escândalos de roubo envolvendo empresas, políticos, diretores dentre outros citados segundo as investigações da policia, operação denominada “Lava-jato”. 

Se, o problema de confiança que assombra o atual governo não é o suficiente, o “Circo de Brasília” apresenta-se em um programa televisivo chamado “CPI da Petrobras”, onde indicados pelo relatório de envolvimento no recebimento de propinas são convocados a depor juntamente com outros investigados postos no papel de “juízes” reúnem-se em busca dos culpados. Obviamente só podemos condenar alguém após ser julgado e sentenciado culpado. Mas sem afrontas, olha os dados a baixo que a equipe econômica do governo no contraponto apresenta.

Medidas anunciadas pela equipe econômica para melhorar as contas públicas reuniram até agora R$ 45 bilhões dos R$ 66 bilhões fixados como meta para 2015.

Neste ano, porém, todos os brasileiros vão tirar dinheiro do bolso para ajudar nessa economia. Do bolo de recursos que o governo já garantiu para o superávit, 85% são bancados pela população.

Segundo cálculo do economista Mansueto Almeida, feito a pedido do Estado, as medidas anunciadas pela nova equipe conseguiram reunir até agora R$ 45 bilhões dos cerca de R$ 66 bilhões que fixou como meta para 2015 (o compromisso é fazer o equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto do ano). Ocorre que apenas R$ 7 bilhões são cortes na máquina pública, basicamente de despesas de custeio, como cafezinho e xérox. O grosso dos recursos, R$ 38 bilhões, vai sair do orçamento das famílias (veja quadro abaixo). Uma parte virá da cobrança de tributos, como a volta da Cide nos combustíveis e a mudança no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), com o fim da desoneração de veículos e a alta na taxa para cosméticos. 

O governo sinaliza que pode cortar ministérios para dar a sua contribuição, onde os ministérios virariam secretarias, não havendo demissões. Nada mais que um corte simbólico. 

Que mal há neste cenário de pagar a conta. Toda e qualquer emergia de saúde é só deslocar-se a um posto de saúde onde é prontamente atendido, em eventual necessidade basta pegar umas linhas de transportes disponíveis e buscar auxilio em centros maiores. Após estas belas estadias, à volta ao trabalho ou a sala de aula com programas educacionais e profissionais que vão garantir aumento da renda e qualidade de vida. 

Já dizia o poeta “ó meu Brasil brasileiro”! 

Não é com apenas uma vassoura que faz limpeza no lamaçal. 

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