Desânimo econômico e PIBinho mexem no seu bolso
Sexta, 13 de Dezembro de 2013

A divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre de 2013, que registrou queda de 0,5% em relação ao segundo trimestre. Além da retração no PIB, na semana passada foi anunciado que as contas do governo central tiveram deficit primário de 10,5 bilhões de reais em setembro, o pior resultado desde 1997. Seguimos para o terceiro ano de crescimento fraco, a economia evidencia as teorias que após um bom volume de expansão ocorre à correção dos números. 

Passamos por anos de crescimento na casa de 4% a 4,5% e convivemos atualmente com percentuais de 2% a 2,5% ao ano. Esta desaceleração possui vários fatores externos, a freada no crescimento da China, a possível retirada dos estímulos financeiros nos Estados Unidos, o crescimento baseado no consumo, a inibição do crédito e o processo de transferência de renda. O descaso com os investimentos em infraestrutura e reformas de aumento na produtividade das empresas, inflação e juros convergindo para alta, uma carga tributária elevada e mau uso dos recursos pelo poder público. Precisar o quanto cada fator deste foi responsável para acalcarmos os números atuais não se tem consenso, mas deve perdurar nos próximos anos. O crescimento baseado com consumo, estampado em revistas de economia internacional com a decolagem do “Cristo Redentor” e o mesmo em cache posterior voando de forma desordenada. 

O PIB atual mais fraco é reflexo do consumo das famílias. O endividamento está alto e o crescimento de renda do brasileiro vem desacelerando. É preciso ter uma preocupação grande em relação à reserva de segurança para esse cenário de confiança abalada do país. O desemprego pode ter uma leve alta e as pessoas devem se preparar para qualquer imprevisto aliado a isso. Neste ponto, a estatística maçante em que mais de 50% da população não possui nenhuma forma de investimentos, aqui também chamado de reserva aclama que o crescimento sustentável converge através de alicerces, servindo tais de alavanca propulsiva. Sim, evoluímos na educação, no desenvolvimento, mas ao depararmos com o uso do décimo terceiro salário quase que exclusivamente para pagamento de dívidas, afirma que a caminhada é longa e a sua essência na escalada é de forma pequena, individual. No apagar das luzes, um movimento forçado pelo capitalismo iniciasse com investimentos brandos, porém iniciais dos governos na estrutura produtiva. 

O case de sucesso obtido na proatividade junto com os movimentos de recessão ou desaceleração são impulsionados na bonança. Este boom do consumismo vivenciado nos propõe a absorver novas fontes de enriquecimento, uma pré-atividade econômica conjunta com base financeira sustentável. 

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