Sua família sempre virá antes do dinheiro (parece óbvio, mas não é)
Sexta, 22 de Maio de 2015

Quando falamos de problemas financeiros, pensamos imediatamente na ausência de dinheiro – afinal, lidar com a escassez de recursos faz parte do cotidiano da maioria dos nossos lares. O que muitas pessoas não sabem é que da mesma forma que a falta de dinheiro pode trazer graves problemas para o convívio familiar, o excesso dele também pode ser prejudicial.
Se você faz parte do primeiro e maior grupo, aquele que lida com a escassez, imagino que lidar com o problema inverso seja seu sonho. Ora, quem nunca sonhou em como gastar um prêmio da loteria que atire a primeira pedra. Independentemente se você tem mais do que pode gastar ou menos do que necessita para ter uma vida digna, em uma sociedade que respira capitalismo, o dinheiro pode causar vários problemas no cerne familiar. Para evitar que isso aconteça, precisamos aprender a conviver de maneira sadia com ele, quer seja na fartura, quer seja na escassez.
Conquistar a independência financeira é o objetivo de dez entre dez pessoas. O problema nessa verdade incontestável é que as pessoas não estão preparadas para usufruir dessa nova condição financeira depois que enriquecem.
É fácil pensar, mas aprender a lidar com o dinheiro é uma habilidade dispensável quando ainda se está longe do objetivo – ficar rico –, mas à medida que ele se aproxima, precisamos considerar as implicações que isso pode ter para nós mesmos e, principalmente, para a família. Dinheiro é poder! E, como tal, é preciso fazer bom uso para que ele atue para a construção de uma família mais unida. Infelizmente, na maioria das vezes, o que ocorre é justamente o contrário!
Um dos dilemas mais corriqueiros vivenciados por famílias abastadas é a falta de tempo e de diálogo entre as pessoas. Pais tentam suprir sua ausência frequente, sempre relacionada a longas jornadas de trabalho, dando presentes caros para os filhos e um cartão de crédito (de preferência sem limite) para as esposas.
O dinheiro, quer seja pela falta ou pelo excesso, deve ser sempre prioridade! Não pelo dinheiro em si, óbvio, mas pelo que deixamos pelo caminho em prol dele e pelo que ele será capaz de trazer/oferecer se for bem administrado.
Uma família rica, na essência da palavra, é aquela que conversa sobre seus problemas e consegue superar as dificuldades, sempre mantendo o que é essencial no núcleo familiar para que este se fortaleça com os percalços da vida.
Infelizmente, a maioria das famílias têm se preocupado tanto com aspectos financeiros na sua convivência, que acaba esquecendo o real motivo da sua existência. Deixo o convite: que tal viver momentos com mais foco na família e menos no dinheiro? Ah, claro, se possível, mais família e mais dinheiro!
Texto compartilhado de Samuel Magalhães.

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