A simplicidade da Vida requer decisões difíceis - Parte 1
Sexta, 12 de Junho de 2015

Texto compartilhado de Conrado Navarro. 

Convido você hoje, a refletir sobre a simplicidade da vida. Poético? Autoajuda? Romântico? Nada disso. O papo aqui tem tudo a ver com o racional, além de ser uma peça importante na sua jornada rumo à independência financeira.

A ideia de escrever esse texto veio de uma outra conversa com um amigo próximo. Aliás, está aí uma coisa que eu adoro fazer: conversar com as pessoas! Sei que é um desafio nos dias de hoje a gente conseguir tempo para uma boa prosa, mas procuro me esforçar, pois isso também me enriquece. Você tem feito isso?

Este meu colega me procurou para pedir uns conselhos. Estava preocupado com o rumo da economia e queria saber o que eu pensava disso tudo. Não demorou muito para entrarmos nos assuntos das finanças pessoais e ele foi logo detalhando sua situação.

Ele nunca havia experimentado o desemprego, embora estivesse apreensivo com algumas manobras que estavam ocorrendo na empresa em que trabalhava. Lá, ele exercia um cargo de diretoria, tendo sob sua responsabilidade uma equipe de algumas centenas de pessoas.

Cuidadoso com seu desenvolvimento profissional, foi criando os alicerces adequados para galgar posições de maior responsabilidade. Seu plano deu certo. Lá estava ele, gozando as regalias (e as enormes responsabilidades) que sua posição proporcionava. Mas havia um “probleminha”: ele não estava nada satisfeito com tudo aquilo (aliás, algo muito comum hoje em dia, não?).

O volume de trabalho era insano, as pressões por resultados eram massacrantes e o tempo era escasso a ponto de prejudicar seu relacionamento familiar (ele é casado e pai de um menino). A situação estava caminhando para a rota do divórcio – era a empresa ou a família.

Foi então que fiz a pergunta: qual o valor do seu patrimônio líquido? Sim, esta é a pergunta adequada e não aquela tradicional "Qual o valor de sua renda líquida?" ou “Quanto você ganha?”. Para minha surpresa (e alegria), eu estava diante de mais um milionário! Sim, o amigo possuía um patrimônio líquido de mais de R$ 1 milhão – um belo número que refletia a sua disciplina financeira.

A maior parte deste valor estava associada a um imóvel de quase 300 metros quadrados (era um apartamento de cobertura, com direito à uma piscina particular e, de brinde, uma taxa condominial na casa dos quatro dígitos).

Foi nesse momento que discutimos a possibilidade de ele gerar renda a partir de seu patrimônio, transformando seu bem imóvel em dinheiro e colocando-o para “trabalhar para ele”, através de investimentos com retornos anuais expressivos e adequados ao seu perfil de risco.

Na próxima coluna o final da história. 

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