Invista em Renda Fixa de forma inteligente: dez pontos para criar sua estratégia – Parte 1
Sexta, 28 de Agosto de 2015

Com a Selic no atual patamar, de 14,25% ao ano, investir em renda fixa é certamente uma decisão inteligente. Aliar baixo risco a excelentes rentabilidades e ganho real (acima da inflação) é algo que sempre está no radar dos investidores inteligentes, aqui e em qualquer lugar do mundo. Portanto, é hora de aproveitar os juros elevados para multiplicar seu patrimônio.
Gosto de destacar o Tesouro Direto, especialmente os títulos pós-fixados em Selic, mas o momento é bom para toda a renda fixa. Antes de investir, é importante prestar atenção em dez pontos sobre este tipo de investimento. Veja o que você deve fazer sempre ao investir em renda fixa segundo Roberto Indech:
1. Entenda o produto - Quais as principais características do ativo em que você está investindo? Ele está atrelado a algum indexador, como juros ou inflação ou algum outro? Os pagamentos são realizados de que forma ao investidor? E a tributação, como funciona? Os riscos, quais são? Quais taxas são cobradas?
Essas são as principais perguntas que um investidor precisa saber para iniciar seus investimentos. A partir disso você já terá dado um grande passo para o entendimento do mercado de ativos de renda fixa e o que estes podem proporcionar.
2. Considerar o ativo que mais se adapta ao seu perfil de investidor - Um ponto de extrema importância em ser um investidor é entender a qual perfil você atende: conservador, moderado ou agressivo. É algo simples, mas quando se realiza algumas leituras, muitos investidores optam por comprar ativos de risco apenas por que podem render mais. No entanto, esquecem de levar em consideração se possuem aversão a perdas ou não. Esse ponto é uma característica fundamental para o investidor compreender onde se encaixa.
3. Considerar o prazo - Recomendo que antes de realizar os aportes em novas aplicações, que seja estabelecido um prazo de acordo com as necessidades de cada investidor, visto que o perfil é diferente entre os alocadores. Após estar ciente de suas necessidades, você poderá estabelecer se serão investimentos de curto, médio ou longo prazo, ou inclusive se há uma necessidade de recebimento de fluxo de caixa recorrente.
4. Considerar o objetivo - Quais as razões que o investidor leva em consideração para realizar um investimento: acúmulo de patrimônio? Viagem ao exterior? Compra de carro ou casa própria? Aposentadoria? Esses e outros são os principais objetivos que costumam ser levados em conta, mas assim como na questão do prazo, o objetivo depende do perfil e da necessidade de cada investidor. Assim, recomendo que você tenha em mente qual será o seu objetivo antes de realizar a aplicação.

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