Barril de petróleo vale menos do que o próprio tambor
Sexta, 22 de Janeiro de 2016

O preço do barril está caindo há 1 ano e meio. Em junho de 2014, o barril tipo Brent era negociado a US$ 115. Desde janeiro de 2015, a commodity vem sendo negociada abaixo de US$ 50, terminando o ano passado cotada a US$ 37 o barril.

O barril do petróleo chegou a 28 dólares. Nos Estados Unidos, esse valor é inferior ao container que o armazena. Lá, esse tipo de reservatório é vendido por cerca de US$ 50, quando adquirido em grande quantidade.

Na internet, já surgem as primeiras piadas insinuando que o óleo cru vale menos do que água Perrier (uma marca de luxo que vende o líquido a preços elevados) - cerca de US$ 0,98 por litro.

Estimativas de economistas sinalizam que os preços do barril de petróleo podem cair ainda mais.

O motivo da queda abrupta é baixo crescimento da economia mundial combinado com a alta oferta do produto.

No Brasil, o custo do litro da gasolina não deve ser reduzido, apesar dos valores superbaixos do petróleo adquirido pela Petrobras. Segundo levantamento do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o preço da gasolina e do diesel nas refinarias nacionais estava, respectivamente, 14,4% e 47,1% acima do preço no Golfo do México no dia 4 de janeiro. Atualmente, o preço nacional da gasolina já está quase 70% acima do preço internacional do combustível importado pela companhia.

A empresa detém o monopólio de produção e importação do produto e os preços são controlados pelo governo.

Com a baixa nos preços do barril, a Petrobras deve aproveitar o momento para recompor o caixa perdido no período em que o óleo estava em alta no mercado mundial, além de compensar a crise interna por conta da operação Lava Jato.

A oferta de petróleo vem aumentando por causa do crescimento da produção mundial, principalmente nas áreas de xisto (um substituto do petróleo) dos EUA – cuja produção tem se situado em níveis recordes de 30 anos – enquanto os grandes produtores vêm mantendo o nível de produção.

Outro fator de pressão nos preços deverá ser a volta do petróleo do Irã ao mercado, quando forem suspensas nos próximos meses as sanções contra o país, como resultado de um acordo nuclear alcançado em 2015.
 

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