Sem clima para investir
Sexta, 12 de Fevereiro de 2016

Essa interminável divulgação de dados negativos de nossa economia, configurando cada vez mais que a crise tende a se agravar, tem um único e exclusivo motivo, embora este não seja mencionado pelos políticos nem pela maioria dos analistas.

Vivemos num mundo de economia globalizada, onde a falta de uma política econômica, de produtividade e de competitividade, é fatal. E hoje nem poupa os grandes produtores de matérias primas, como o petróleo e os minérios.

A economia socialista faliu. Garantia de emprego, privilégios trabalhistas, interferências sindical ou oficial na gestão empresarial, corrupção e altos impostos, leva a crise na economia, no social e, por fim, na política. A cultura do calote e o crédito levianamente concedido criaram um montante de ativos duvidosos na rede bancária insuportável.

O valor estimado dos créditos duvidosos dos bancos é de dez por cento do PIB dos países da zona do Euro. A visita do grupo que acompanha a recuperação de Portugal reclama das dificuldades para demitir, impostos burocráticos que demandam tempo e dinheiro para serem calculados e pagos. E da crise bancária que não tem fim.

No Brasil, a carga fiscal é maior ainda, o que já provoca milhares de mudança no domicílio, fiscal de residentes no país. E mais: estimula a sonegação e a fraude, sobrecarregando os pagadores.

Aumentar a base e simplificar a cobrança poderiam ajudar, e muito, a aumentar a arrecadação e diminuir as demandas na Justiça. Para isso, tem de ter vontade política de sentido liberal e capitalista para vencer a poderosa máquina fiscal montada nos municípios, estados e na União.

O Brasil precisa mesmo é de uma guinada liberal. Uma orientação que pense no emprego, no aumento da arrecadação sem pressionar o contribuinte e na simplificação dos procedimentos. Desde detalhes, como a cota de 500 dólares nas compras dos turistas, que está há mais de 40 anos, a eterna discussão sobre a reabertura de bingos, máquinas de jogos e cassinos em pontos estratégicos, atividade que pode gerar em curto prazo mais de cem mil empregos diretos, a maior flexibilidade da Zona Franca de Manaus, congelada.

Enfim, decisões que não demandam dinheiro público, mas, sim, filosofia de uma política de resultados.

Curiosamente a sociedade como um todo acredita no capitalismo, mas os políticos não abordam o tema e os analistas e técnicos ficam cheios de dedos, alimentando preconceitos contra o lucro.

No entanto, sem lucro não há investimento; sem investimento não há emprego, muito menos produção e menos ainda arrecadação.
Texto compartilhado de site de economia.
 

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