O Apagar de 2013
Sexta, 03 de Janeiro de 2014

2013 não foi um bom ano para o investidor do mercado acionário brasileiro. O Ibovespa foi marcado por um primeiro semestre inteiro de quedas que alcançaram o patamar de 20%, o pior semestre da bolsa brasileira desde 2008. Já o segundo semestre foi marcado por uma alta suave em seus quatro primeiros meses. Mesmo assim, o Ibovespa sofreu mais uma vez em novembro e agora patina na casa dos 50 mil pontos. No entanto, o que aconteceu em 2013 que explique essa queda? 

A derrocada do grupo EBX, desde 2012 as empresas do grupo já vinham sofrendo com uma grave crise de credibilidade.

A mídia internacional veio alertando ao longo de todo o ano que o governo está conduzindo o país de forma perigosa, com imensos gastos públicos e sem resultados nítidos nos setores de alavancagem do país. O superávit brasileiro é outro ponto polêmico. O governo tem uma meta anual de inflação e, para não ficar tão longe do estipulado em 2013, a contabilidade praticada não utilizou métodos muito ortodoxos e foi criticada pelo mercado. Além disso, a inflação do país, que passou o ano de 2013 inteiro próxima do teto da sua meta. A agência de classificação de risco Standard & Poor’s colocou o rating brasileiro em perspectiva negativa. 

Também do segundo semestre aconteceu outro imprevisto para o governo brasileiro, não houve nenhuma empresa interessada na concessão da BR-262, que liga Minas Gerais ao Espírito Santo. Se o leilão da rodovia não foi tão bem, o mesmo não pode ser dito sobre os aeroportos de Confins, em Minas Gerais, e do Galeão, no Rio de Janeiro. Ambos receberam diversas propostas e acabaram gerando uma arrecadação de mais de R$ 20 bilhões para o governo. Para a economia do Brasil, 2013 foi um ano para ser esquecido? Sem generalizar, o setor primário, principalmente o agronegócio brasileiro teve um desempenho excelente com preços de soja e carne bovina.

 O mesmo não será dito pelos americanos. No terceiro trimestre de 2013, os EUA marcaram uma expansão de seu PIB na casa de 3,6%, especulando-se a retirada dos estímulos do governo na economia, confirmada parcialmente em dezembro na última reunião do FED no ano, a retirada na ordem de US$ 10 bilhões mensais nos estímulos aplicados. Essa possível retirada afetou diretamente na medida em que o real sofreu forte desvalorização, afetando fortemente o desempenho das empresas com suas despesas vinculadas à moeda norte-americana. 

 

Este dilema que convivemos desde a última alta de 2008, quando empresas geradoras de lucro em setores essenciais chamaram a atenção de investidores internacionais, como Warren Buffett, pelo seu baixo valor de mercado. Conhecido no mercado financeiro pelos seus bons investimentos junto com retornos de longo prazo, embarcar ou surfar a onda junto com especialista pode ser um atalho de bons investimentos. 

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