6 escolhas de investimentos não tão boas assim
Sexta, 18 de Março de 2016

Escolhas ruins na hora de investir podem causar danos permanentes no patrimônio do investidor.


Investir é, com certeza, um dos melhores caminhos para alcançar a independência financeira e realizar outros sonhos a longo prazo. No entanto, nem sempre aplicar o dinheiro é algo simples e isso pode, muitas vezes, ser feito da maneira errada. O InfoMoney conversou com assessores de investimento para entender quais podem ser as piores e mais comuns escolhas na hora de investir.

1 – Investir em títulos de capitalização

Títulos de capitalização são produtos geralmente vendidos por grandes bancos para seus clientes com a promessa de resgate do dinheiro aplicado após um determinado prazo e possibilidade de ganhar sorteios. No entanto, a rentabilidade dessa aplicação é tão baixa, que ela nem pode ser chamada de investimento. “Os títulos de capitalização fazem parte da categoria jogos de azar, portanto não podem ser considerados investimentos”, afirma Marcelo Gaspar.

2 – Investir na poupança

“Um dos piores investimentos do mercado, porém um dos mais tradicionais entre os brasileiros, com mais de 30 milhões de pessoas investindo, é a famosa caderneta de poupança. Este investimento, atualmente, rende 6% ao ano + TR (Taxa Referencial). Por exemplo, em 2015 a poupança rendeu 8,15% no ano, já a inflação bateu 10,67% em 2015”, relata Leonardo Demari.

3 – Investir com mais risco que o necessário

“Se um investidor tem perfil mais conservador e por algum motivo faz um investimento com volatilidade maior que a sua tolerância à perda, ele pode em algum momento considerar que fez o pior investimento do mundo. Para um cliente com perfil diferente, este mesmo investimento pode ser mantido na sua carteira sem maiores preocupações”, comenta Marcelo Gaspar.

4 – Investir em planos de previdência ruins

“Este investimento pode ser uma ‘armadilha’. É necessário acompanhar de perto a taxa de carregamento cobrada em cada previdência, além da taxa de administração cobrada pelos bancos ou administradores do fundo de previdência”, atesta Leonardo Demari. Na opinião de muitos especialistas, a taxa de carregamento não deveria existir e a de administração deve ser a mais baixa possível.

5 – Investir em aplicações com rentabilidade abaixo da inflação

“Quanto mais tempo o recurso ficar ‘investido’, menor será o seu poder de compra. São exemplos a aplicação automática que os bancos fazem com os recursos "esquecidos" na conta corrente, a poupança e mesmo fundos de renda fixa com taxa de administração elevada”, relata o assessor de investimentos Marcelo Gaspar.

6 – Não investir em conhecimento, informações

“Pode ser talvez o pior investimento realizado que o investidor que busca crescimento patrimonial ou de renda pode cometer. A dedicação de tempo a conhecer melhor seu perfil, as opções existentes, não necessariamente precisar ser a prioridade número um, mas deve ser uma delas”, afirma o assessor Jacó Dal Cero.

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