Destino dos investimentos internacionais
Sexta, 31 de Janeiro de 2014

Dados divulgados recentemente no mercado não geraram surpresas. O Brasil segue um caminho inverso do registrado pelos demais mercados emergentes, cai no ranking dos destinos para investimentos em 2013 e pode sofrer uma nova contração por causa do impacto das eleições presidenciais. Segundo dados da entidade (ONU), o fluxo internacional de investimentos em 2013 voltou à média dos anos pré-crise, ainda que o pico de US$ 2 trilhões atingido em 2007 esteja distante de ser atingido, o volume total foi de US$ 1,4 trilhão. No ponto mais baixo da crise, em 2009, o volume foi de US$ 1,2 trilhão. A economia brasileira recebeu 4% menos de investimentos em comparação com 2012, enquanto o fluxo mundial aumentou em 11%. Entre os emergentes, a alta foi de 6%, abaixo da média e já indicando que a desaceleração dessas economias poderia afetar sua capacidade de captar investimentos.

O que também pode afetar o fluxo em 2014 é uma mudança na política monetária nos EUA, reduzindo a liquidez nos emergentes e atraindo capital de volta para o mercado americano.

O fluxo para o Brasil vai ao sentido contrário ao crescimento de investimentos para a América Latina, quando em 2013 o aumento foi de 18%, acima da média mundial, principalmente puxada pelo México. Países que atraem investimentos no setor de commodities foram afetados pelo fim no “boom” dos preços de minérios e de outros produtos primários.

A desaceleração dos emergentes em 2013, e de uma previsão sombria para 2014, revela que os cinco anos de crise transformaram o mapa dos investimentos no mundo. Pela primeira vez o fluxo de investimentos para a América Latina se equiparou a tudo o que a Europa recebe, cerca de US$ 300 bilhões.

Outra constatação é de que nunca a proporção de investimentos para os países ricos foi tão baixa quanto em 2013. De cada US$ 10 investidos no mundo, apenas US$ 4 foram para os mercados desenvolvidos. Resultado da recessão vivida na Europa. O Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) já representa 20% e o Mercosul dobrou sua participação no volume total de investimentos no mundo em comparação com os dados registrados antes da crise de 2008 com 6% de aumento. 

Num país “gigante pela própria natureza e fulguras, ó Brasil, florão da América, verás que um filho teu não foge à luta. Brasil, de amor eterno seja símbolo, que de amor e de esperança à terra desce,  deitado eternamente em berço esplêndido”. Pelas e ímpias frases do Hino Nacional para junção e ilustrar a fábula brasileira. 

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