Cenário Atual
Sexta, 14 de Fevereiro de 2014

Estende-se aqui neste espaço a visão sobre o cenário atual da Corretora XP Investimentos, por acharmos de grande valia. 

Começamos o ano com o pé esquerdo? Diríamos que não. Na verdade, vínhamos ressaltando a postura de cautela e receio frente ao ano que se iniciava e janeiro resumiu bem o que esperávamos para o ano. Existem vetores diferenciados que afetam os preços dos ativos: a vertente econômica, a vertente política e a vertente financeira. Temos visto certo mal-estar dos investidores quanto à condução da política econômica, afetando o comportamento (behavioral) e decisões financeiras dos agentes. Nesse contexto é importante fazermos uma análise criteriosa do cenário, entendendo o atual momento e atento às pontuais oportunidades derivadas deste cenário. 

Neste relatório, de forma resumida, abordaremos o contexto macroeconômico, contexto de bolsa e contexto microeconômico. 

ÉPOCA DE AJUSTES 

A economia brasileira apresenta fadiga, no seu atual modelo econômico, e precisa de importantes ajustes para vislumbrar um quadro econômico mais positivo. 

- Contexto Externo – Complexo e de incertezas acima do usual. De um lado do globo, a maior economia do mundo tenta desfazer suas operações de liquidez. Do outro, a segunda maior economia está em desaceleração. São dois vetores que, em conjunto, atuam negativamente para a nossa atratividade no curto prazo. 

- Contexto Doméstico – A disfunção econômica do atual modelo (baixo crescimento x inflação elevada) e as persistências em políticas heterodoxas (abandono do “tripé econômico”) nos deixou em um equilíbrio frágil e sob alta desconfiança dos mercados. 

NESSE CONTEXTO, O QUE ESPERAR PARA 2014: CAUTELA SIM, PESSIMISMO NÃO! 

- Fomos levados para um equilíbrio frágil, em que qualquer choque pode perturbar nossa estabilidade. As margens de manobra (econômica, financeira, política) estão cada vez mais restritas, ainda mais por se tratar de um ano atípico (eleições presidenciais). 

- Exposição acentuada para o período corrente, marcado inevitavelmente por alta volatilidade. 

- Assim, entendemos que o período de maior ceticismo quanto a ativos domésticos não deve se desfazer tão cedo e deve ser respeitado. 

- Apesar de já acreditar que grande parte da precificação dos fundamentos domésticos/externos já tenha ocorrido, a assimetria deve permanecer negativa. 

- Ano eleitoral deve contribuir para a manutenção dos elevados prêmios de riscos. 

- Com isso, iniciamos 2014 com claros sinais de que o nível de incertezas permanecerá acima do usual, o que nos deixa com alguma cautela quanto à alta exposição ao risco neste início. 

- Por outro lado, acreditamos que o mês de janeiro já começou a proporcionar oportunidades interessantes de alocações táticas em ativos domésticos, incluindo os de maior risco. 

- Estamos aumentando nossa exposição com alguma parcimônia, pois entendemos que o cenário, não só externo, mas local, permanece complexo e de baixa visibilidade. 

- Olhando para frente, vemos espaço para aumentar esta exposição de maneira seletiva, visando ao aproveitamento das rodadas de possíveis exageros pessimistas por parte do mercado. 

- Entendemos que o ano de 2014 tende a proporcionar boas oportunidades de alocações direcionais compradas do que vendidas.

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