Bolha imobiliária
Sexta, 08 de Novembro de 2013

Nas palavras do prêmio Nobel de economia, Robert Shiller, existem no Brasil indícios de uma bolha. Isso porque o governo vem concedendo crédito fácil para a aquisição das moradias e isso na visão de Robert é muito prejudicial, pois inflaciona o preço dos imóveis. Temos uma “Bolha Imobiliária” a estourar?

Muitos economistas enxergam o setor imobiliário brasileiro como um possível problema que irá se desencadear, pois o mercado realmente inflacionou e sugere um movimento de baixa que, por enquanto, não acontece em função de dinheiro público de fácil acesso por parte da população, que não mede o valor a ser pago num programa de crédito imobiliário. Ao ritmo que anda o endividamento da população, seria prudente uma diminuição de crédito, o que vai contra ao governo que precisa fazer com que o Brasil cresça, e o setor imobiliário é um dos setores que puxa o pequeno crescimento do PIB brasileiro. Segundo dados retirados do site de informações “infomoney” o crédito para o setor imobiliário ainda é baixo comparado com outros países emergentes, mas vem aumentando significativamente depois da crise financeira global em 2008, passando de 2,3% para 6,8% do PIB brasileiro. Um aumento grande que poderá vir a ser um agravante no endividamento de boa parte da população, onde afetaria em cheio o setor bancário, o próprio setor de construção civil e a economia em geral. Se realmente vai acontecer uma crise no Brasil é impossível saber, mas de certo mesmo temos um mercado que ainda tem potencial para crescer, uma economia que, apesar dos problemas, é bem diferente de alguns anos atrás, onde a inflação era desordenada, ao contrário do que vimos hoje, quando a inflação fica próxima ao centro da meta. Apesar do superávit comercial, o alto montante da dívida externa era um agravante ao risco país. Na atualidade, evidencia-se uma inversão de fatos, onde o Brasil é credor de 4% dos títulos da dívida americana. O grande problema econômico do Brasil é mesmo no mercado interno, onde ainda existem várias carências como o rombo da previdência social, a infraestrutura sucateada, educação ainda fraca entre outras que no momento prefiro deixar de fora neste contexto.

Entretanto, apesar dos encalços que nos deixam com a pulga atrás da orelha, podemos e devemos comprar nossa casa própria, em muitos casos, mesmo com os altos custos de um financiamento, ele se torna melhor do que pagar aluguel, o que a população precisa ficar atenta é que existem formas diferentes de comprar um imóvel, entendendo dos custos do dinheiro e o retorno sobre o capital, matematicamente é possível conseguir financiar uma parcela menor e mais barata. Vai depender da paciência, dos cálculos e da atual situação de cada investidor.

Comentários