O fim da aposentadoria
Sexta, 04 de Abril de 2014

Palavras de Marcelo Cuellar que merecem espaço. 

Hoje ouvi uma palavra antiga, que os mais novos não sabem exatamente o que significa: aposentadoria. E ouvir esta palavra me levou a refletir em como o mundo mudou nos últimos anos. Na Era Industrial, o trabalho braçal era o mais significativo e, por esta razão, profissionais deixavam as organizações conforme a idade avançava.

Veio a Era do Conhecimento e inicialmente o mundo viveu uma adaptação. Com computadores pessoais e diversos outros aparelhos portáteis, a gestão do conhecimento ficou muito mais fácil, mas também “aprisionou” os profissionais daquela época, levando os executivos das empresas a um paradoxo: diferentemente da Era Industrial, os profissionais mais bem formados e mais bem pagos trabalhavam mais horas, tinham maior carga de stress, diferentemente dos profissionais da base da pirâmide hierárquica.

 A expectativa de vida aumentou assim como a qualidade deste tempo adicional de vida. E quando isto começou a acontecer, empresas e profissionais viveram um dilema. Os estatutos das empresas previam idade máxima entre 55-60 anos para permanência na organização, enquanto os executivos com esta idade ainda tinham perfeitas condições físicas e psicológicas de continuar a atividade por mais 10 anos.

E é aí que entrava a tal da palavra aposentadoria, que significava um período em que o profissional deixava de trabalhar, vivia com economias feitas ao longo de sua trajetória profissional e finalmente “descansava”. Pensar neste cenário hoje em dia não faz nenhum sentido, mas acredite, se pensava assim antigamente!

Hoje, empresas conseguem reter melhor os conhecimentos e históricos de mercado gerados por seus executivos. Conhecimentos estes necessários para se desenhar melhor os processos de internacionalização, expansão ou mesmo de desinvestimento em um mundo que ficou muito pequeno, porque a globalização não mais significa uma empresa estender sua nacionalidade e way of doing things (modo de fazer as coisas) em diferentes países e sim ser um mix do conhecimento produzido nos países onde ela atua.

Importante também foi a conscientização dos profissionais de que carreira não é trabalhar para somente uma empresa, ter somente uma ocupação e limitar toda a capacidade do cérebro humano a poucas e longas atividades. Hoje, na Era do Conhecimento Avançado, a palavra aposentadoria não faz mais sentido porque produzimos com a mente. E com melhor saúde e longevidade, sentir-se e de fato ser produtivo é mui

Comentários