Peripécia econômica frente a resultado eleitoral
Sexta, 09 de Maio de 2014

O atual cenário muito remete à corrida presidencial. Inicialmente o governo da presidente Dilma desdobra-se para manter as principais variáveis macroeconômicas sob controle, pelo menos até o fechar das urnas. Efetivamente tem alguns mecanismos para tal, conseguir fazer isso pode ser reeleita em primeiro turno. Afinal, a grande massa votante não tem rápida percepção da situação do país, sentida apenas quando dói no bolso, e isso demora um pouco.

Independe em qual turno teremos a definição da reeleição ou não, terá que proceder mudanças urgentes na política econômica se quiser manter rumo positivo para a economia, dentre os pontos eminentes, ter que liberar preços administrados, conter gastos de custeio desmobilizando a máquina do estado e readquirir a confiança dos empresários locais e estrangeiros para que os investimentos retornem ao país, sendo o último ponto o pior da história.

Terá ainda que ampliar estímulos para a infraestrutura e aumento da produtividade e elevar a participação dos investimentos em relação ao PIB (hoje em 18%) para acelerar o crescimento dos próximos anos. 

Não ocorrendo à reeleição do governo Dilma, a oposição terá que rapidamente fazer os mesmos ajustes na economia, desmobilizar a mega máquina administrativa petista incrustada em todas as hostes, promover elevado corte de gastos e começar a ocupação dos espaços em estrutura mais enxuta, começando pela redução da quantidade de ministérios. A não continuidade das posturas do governo passado facilitaria os ajustes e teria como maior virtude atrair com facilidade o escaldado empresariado local e internacional.

Eleita seja situação ou oposição nas próximas eleições, os ajustes teriam que ocorrer de forma contundente, com duros efeitos sobre a inflação, emprego (este a níveis baixos, não pela criação de vagas, mas sim pelo atraso na entrada de trabalho em função de melhor qualificação) e renda das famílias.

Alguns programas sociais teriam que ser readequados e a sociedade teria que ser corretamente informada sobre tudo isso, pois tais programas são essenciais quando bem aplicados.

Tal cenário remete nos próximos meses de muita volatilidade para os mercados de risco. Redundando a necessidade de investimentos conscientes ao longo dos próximos meses, podendo ocorrer aplicações mais agressivas devido a muitas variáveis microeconômicas que atualmente oscilam em bandas governamentais.

As reações de mercado são sempre muito rápidas e o “efeito de manada” sempre está presente motivando investidores.

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