Inflação alta, poupança zerada
Sexta, 18 de Julho de 2014

Após o fechamento de primeiro semestre de 2014 com uma inflação resiliente, o reflexo na poupança não poderia ser outro. O rendimento da poupança ficou abaixo da inflação no primeiro semestre de 2014.

O rendimento da caderneta rendeu 3,47% nos primeiros seis meses do ano, enquanto a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 3,75%.

Se calculado o retorno real da poupança no período (descontada a inflação), portanto, verifica-se um rendimento negativo de -0,26%.

 Este resultado é um dos piores retornos reais da poupança para o período desde o início da série histórica do estudo, que começou em 1994. Através da análise dos dados, apenas em cinco semestres dos 21 anos analisados a poupança teve rendimento inferior à inflação: nos primeiros semestres de 2003, 2008, 2011, 2013 e no primeiro semestre deste ano.

O retorno real negativo, de -0,26%, não significa que o investidor que aplicou 100 reais na poupança no início do ano tem menos do que 100 reais investidos hoje, mas sim que, com o aumento dos preços, esses mesmos 100 reais, acrescidos do rendimento de 3,47%, não são suficientes para comprar a mesma cesta de produtos que compravam antes.

Em outras palavras, o investidor da poupança perdeu poder de compra no semestre. Não é de hoje que o cenário para o investidor que apenas guarda seu dinheiro na poupança é ruim, neste espaço já vem mencionando em outras oportunidades.

Atualmente não basta apenas trabalhar de forma árdua e guardar o dinheiro de qualquer forma. Faz-se necessária a busca de alternativas rentáveis com as mesmas características (segurança) da poupança, mas que proporcione ganho real. Tais alternativas podem ser LCIs, LCs, LCAs entre outras. 

Uma boa alternativa é buscar assessoria de profissional que conheça as opções disponíveis e principalmente que o investidor conheça seu perfil e objetivo deste valor.

O que não vale é fazer sempre as mesmas coisas e esperar um resultado diferente.

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