Baixo crescimento americano, e no Brasil
Sexta, 25 de Julho de 2014

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que a economia dos Estados Unidos vai crescer ainda mais lentamente neste ano do que previa, devido à fraqueza no primeiro trimestre. A maior economia do mundo deve crescer 1,7 por cento em 2014, contra previsão em junho de 2 por cento.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA contraiu a um ritmo anual de 2,9 por cento nos três primeiros meses do ano, pressionado por um mercado imobiliário fraco, por um ritmo de reabastecimento de estoques mais lento pelas empresas e exportações mais fracas.

Apesar do crescimento da atividade que deve acelerar no resto do ano, não será suficiente, mas permanecendo em 3 por cento no ano que vem e em 2016.

Desde que preocupações com a inflação e a estabilidade financeira permaneçam reduzidas, o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode manter sua taxa de juros referencial em zero além de meados de 2015.

O FMI ainda alertou que, conforme a população norte-americana envelhece, a economia não será capaz de crescer acima de 2 por cento no longo prazo sem reformas significativas, incluindo mudanças tributárias e de imigração, mais investimento em infraestrutura e capacitação.

Tal cenário americano que é guinado pelo recebimento de bilhões de dólares anualmente, e vem cambaleando desde a crise de 2008, que por consequência espalhou-se este problema pelo mundo, não está conseguindo retomar seu crescimento sustentável pela crise que a Europa vive. 

Com uma economia em crescimento baixo, inflação menor que 2 por cento ao ano, taxas de juros próximas a zero, decorre a falar de problemas de aumento de PIB. Transferimos este cenário para o Brasil, que possuímos inflação no teto da meta, 6,50 por cento ao ano, (aqui não computada a inflação reprimida, aí seriam 8,50 por cento de inflação ao ano) taxa de juros de 11 por cento ao ano, o abandono do “tripé econômico”. 

Tudo isso não poderia resultar em PIB estimado a baixo de 1 por cento em 2014, para o próximo ano, nada muda. Investimentos condizentes de grandes volumes em infraestrutura que podem mudar o cenário, não são feitos. O que nos apresenta no futuro é alarmante ou ruim?

Velho ditado, “gambiarra uma vez gambiarra sempre”. Até que se faça o novo. 

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