Investir é apenas guardar dinheiro?
Sexta, 22 de Novembro de 2013

No Brasil, mais de 50% da população possui conta em instituições financeiras. Contraste bem superior ao da América Latina como um todo, onde 39% da população possui conta. Porém poupamos e investimos pouco e muitas vezes muito mal. Pesquisa realizada em agosto de 2013 pelo FMI e Banco Mundial resultou em apenas 20% dos mesmos realizam algum tipo de investimentos ou guardam dinheiro.

Conscientemente ou inconscientemente duas de cada dez pessoas vivenciam a “linha da vida financeira”, onde crescemos, acumulamos valor financeiro para manter o padrão aquisitivo e desfrutarmos do mesmo estão utilizando neste processo o melhor fator, o tempo. A cultura “tupiniquim”, ou a conjuntura socioeconômica que nos é passada de geração em geração, e tal nomeada o “jeitinho brasileiro”, nos conforta ao ver a realidade e acreditar que a geração de jovens vai mudar isso. A geração que pode fazer com que a roda gire e promova a mudança é a nossa, somos nós, hoje. Atualidade que sim, através de ações simples podemos guardar nosso dinheiro ou investir o mesmo com intuito da multiplicação. Ressalva: a análise crítica do fato somente é valida onde apresenta-se sugestões que promovam a melhoria, e assim segue.

Contrapondo que mais da metade da população possua conta bancária temos 0,30% dos CPF ativos realizando algum investimento em renda variável significa aqui ser o melhor caminho? Compartilho sugestões para iniciar o movimento da engrenagem:

– Educação financeira. Induza a consciência a buscar informações e comparações sobre o melhor investimento e que seja adequado a seus objetivos no curto, médio e longo prazo. Um simples dígito em 20 anos significa o valor do teu capital investido.

– Inicie a poupar e investir. A quantidade necessariamente não precisa ser grande, valores como R$ 50 ou R$ 100 são o início. Exemplos: plano de previdência complementar, títulos públicos, fundos de investimento, ações. O importante é realizar aportes compulsórios.

– Associe investimento a objetivos. Falta de motivação de deixar de consumir e iniciar a investir na prática vem associado a não identificação de objetivos claros. A falta de dinheiro não é o principal entrave, a zona de conforto é uma consequência de não termos prioridades. Promova um círculo virtuoso.

Simples o início, talvez não, mas necessário e gratificante convenhamos que seja. Opções e formas virão com mais detalhes nas próximas colunas.

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