“A espera de um milagre”
Sexta, 15 de Agosto de 2014

Indicador de Clima Econômico recuou 7,0% no trimestre encerrado em julho e atingiu o menor nível desde julho de 2009; Brasil apresentou uma das pioras mais intensas no indicador

A deterioração do clima econômico na América Latina no trimestre encerrado em julho em relação ao três meses anteriores se deve a problemas domésticos enfrentados pelos países da região, segundo avaliação da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A FGV divulgou nesta quarta-feira, 13, o Indicador de Clima Econômico (ICE), que recuou 7,0% no trimestre até julho, para 84 pontos. Esse é o menor patamar desde julho de 2009.

Entre os 11 países alvos da pesquisa, o Brasil apresentou uma das pioras mais intensas no clima econômico. O indicador do País passou de 71 pontos em abril deste ano para 55 pontos no trimestre encerrado em julho, uma queda de 22,5%. Na comparação com igual período de 2013, o recuo foi de 27,0%.

A avaliação da situação atual vem se deteriorando desde janeiro, com piora nas expectativas e na avaliação da situação econômica em geral, observou a FGV. Na edição anterior da sondagem, referente a abril, a instituição já havia destacado que falta de competitividade internacional, falta de confiança no governo, inflação, déficit público e falta de mão de obra qualificada eram apontados como os principais entraves para o crescimento econômico do Brasil.

A FGV ressaltou ainda que o ICE do Brasil se manteve novamente abaixo do indicador da Argentina, que caiu de 75 pontos para 57 pontos. Assim, o indicador de clima econômico brasileiro supera apenas o da Venezuela na lista, que permanece no valor mínimo de 20 pontos.

A Sondagem Econômica da América Latina serve ao monitoramento e antecipação de tendências econômicas, com base em informações prestadas trimestralmente por especialistas nas economias de seus respectivos países. A pesquisa é aplicada com a mesma metodologia em todos os países da região. Para a edição até julho de 2014, foram consultados 1.146 especialistas em 121 países. Na América Latina, foram 140 analistas ouvidos. A escala oscila entre o mínimo de 20 pontos e o máximo de 180 pontos. Indicadores superiores a 100 estão na zona favorável e abaixo de 100 na zona desfavorável.

E a situação da economia brasileira pode ficar ainda mais comprometida, agências de risco além da Standard & Poor´s que já rebaixou a nota brasileira para o último grau de investimento, o mesmo caminho poderá ser seguido pela Fitch Ratings e Moody´s. Pela 11ª vez consecutiva a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) é revisado para baixo, com perspectivas ruins não há “santo” que salve uma economia cambaleante. 

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