Economia em desenvolvimento ou resquícios!
Sexta, 05 de Setembro de 2014

Frente a pesquisas eleitorais, novos cenários com alternância de candidatos e na dúvida da continuidade da situação ou a troca pela oposição para o próximo governo, tudo isso até então rumores, porém a realidade econômica brasileira cambaleia a ponto de rastejar.

O alerta é do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês). O Brasil é um dos estados mais ineficientes, a segunda pior burocracia e apresentou crescimento nos últimos anos à base do crédito e de commodities. A falta de competitividade vem tornando-se severo problema no crescimento da economia e só uma ampla reforma poderá tirar o país da crise. 

A baixa competitividade da economia brasileira no cenário mundial, segundo o Fórum, reflete o atraso na condução de reformas importantes. O Brasil caiu da 56ª em 2013 para a 57ª colocação no Ranking Global de Competitividade 2014, que conta com uma compilação de 144 países. Entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a economia brasileira está à frente apenas da indiana, 71ª colocada. A Suíça mais uma vez liderou o ranking. Em seguida vêm Cingapura, EUA, Finlândia e Alemanha. O único país da América do Sul à frente do Brasil é o Chile, no 33º lugar, e as últimas posições são ocupadas por Guiné, Chade e Iêmen.

Após crise do Subprime foi de crescimento da economia e oportunidades frente a economia mundial, mas o Brasil não soube tirar vantagem dessa situação, momento de o governo tentar resolver questões como levar adiante reformas dos sistemas tributário e trabalhista e simplificar o marco regulatório. Além de elevação dos investimentos e melhora da infraestrutura do país. 

De acordo com o ranking do Fórum, apenas a Venezuela tem um peso da regulamentação estatal mais nefasta que no Brasil. O Brasil desperdiçou o período de vacas gordas e não fez as reformas estruturais. 

É fundamental para que o governo tenha a capacidade de reformar a economia, isso precisa da eficiência do estado, que não é visto atualmente. Sem falar corrupção, politicas que não saem do papel.

Com plano A ou plano B e primeira atitude de quem está cavando seu próprio buraco é parar de cavar, assim esperamos que ocorra nestes próximos quatro anos.

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