Rating (risco) rebaixado, credibilidade em “xeque” – Parte 2
Sexta, 12 de Setembro de 2014

Você pode estar pensando “parte 2”, sim, na edição do dia 28 de marco de 2014 ouve a publicação da primeira parte, neste momento uma das agências de classificação de risco, a Standard & Poor’s (S&P), rebaixou a nota brasileira e alertou da situação. Prevendo que as demais agências seguiriam o mesmo caminho, em virtude de alguns fatores que veremos abaixo, segue a parte dois. 

Desta vez a agência de classificação de risco Moody's revisou a perspectiva do rating Baa2 do Brasil de estável para negativa. Segundo a Moody's, a mudança se aplica a todas as classes de ratings do governo brasileiro, ou seja, ratings de emissor, ratings de títulos do governo e “shelf” ratings. O teto soberano em moeda estrangeira e moeda local permanece inalterado.

As justificativas, fatores ou características dos motivos que a segunda agência de classificação de risco revisar negativamente a nota de crédito brasileira são distintas.

- Baixo crescimento: a deterioração da economia brasileira e as perspectivas nada animadoras, com estimativas de menor crescimento e a revisão pela focus em 11 vezes consecutivas negativas. Com potencial de 3% ao ano, a economia brasileira segue para fechar abaixo de 1% neste ano de 2014. Para 2015 segue menor que 2%. 

- Sentimento negativo do investidor: O nível de confiança pelos investidores é igual à da crise global de 2008 e 2009, consequentemente freia o investimento em capital fixo, segurando o setor produtivo. Justificada pela percepção intervencionista pelo governo atual.

- Cenário econômico para os próximos anos: Os desafios fiscais atualmente, que iniciam pela queda do superávit primário, formado pelo aumento da dívida do governo e produzindo baixo crescimento econômico vai produzir danos maiores as contas públicas. 

A revisão não é pior pelas reservas internacionais mantidas pelo Brasil e pelo cenário financeiro internacional com baixa expansão refletindo negativamente. 

Traduzindo a miúdos, os motivos e o reflexo que isso produz nos nossos dias, é perda do poder financeiro pela inflação resiliente e não mencionada, baixa geração de empregos pelo não investimento na base produtora, endividamento da população que é de 63%, queda das vendas do setor de varejo, entre outras.

Ressalva, a coluna não possui vínculo político, de credos ou cores, e sim informativa.

Comentários