Cenário econômico desfavorável
Sexta, 26 de Setembro de 2014

O fechamento do 1° semestre de 2014 não foi nada animador para o cenário econômico mundial, após crescimento do PIB decepcionar. O comércio global deve crescer 3,1% neste ano, afirmou a Organização Mundial do Comércio (OMC), reduzindo sua previsão anterior de 4,7% devido ao fraco crescimento econômico e à contração da demanda. A OMC também reduziu sua previsão para o crescimento do comércio em 2015, de 5,3% para 4%.

O crescimento desigual e a continuidade das tensões geopolíticas continuarão colocando o comércio e a produção em risco no segundo semestre do ano. Problemas tais como o desenrolar da situação da Ucrânia, que envolve a União Europeia, os Estados Unidos e a Rússia. Além dos conflitos no Oriente Médio, que pode afetar o preço do petróleo. A OMC também observou a fraca demanda por importações, principalmente de recursos naturais (commodities).

Aproximando os dados apresentados, temos a América Latina afetada de forma contundente, somos grandes produtores e exportadores de commodities e o ano de 2014 segue para confirmar o pior desempenho dos últimos anos. 

Tecer a cadeia da situação e fatos que evidenciam isso, não é difícil. Após a crise do subprime em 2008 o consumo teve uma estabilização, União Europeia em recessão, economia Norte Americana com crescimento menor que o esperado, China com crescimento menor que apresentado nos últimos anos, estes são alguns fatores macroeconômicos. 

Revertendo estes fatos ao nosso Brasil, saímos de forma estável no pós-crise, porém permanecemos no sonho que uma única medida irá guinar um país de extensões continentais. Abandonamos o tripé econômico, desenvolvemos políticas socialistas, firmamos parceria com países com políticas semelhantes e justificamos o descaso dos dados econômicos com discursos confusos e de muitos argumentos.

Sim, concordo que políticas sociais, como minha casa minha vida, bolsa família são importantes. Mais importante de fazer a distribuição da riqueza proporcionando paridades de renda, é manter a estrutura que gera a riqueza a ser distribuída. 

Procuramos nossos impostos nos buracos das estradas, na falta de saúde, nas estruturas precárias de portos, aeroportos e escolas. 

Escolas, façamos uma crítica sobre este ponto, quantos de nós exercemos e buscamos capacitação profissional ou cultural? Povo com baixa qualificação e cultura, prato cheio a ser conquistado pela barriga. 

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