Economia na Educação
Sexta, 24 de Julho de 2015

Bom dia, mui amados leitores. Muita publicidade tem sido dada ao slogan “Pátria Educadora”. Será que a Educação é a prioridade nesta pátria ou as “commodities” na área do ensino privado estão no pódio dos interesses econômicos da nação?
Aprendiz: Mestre, desde o início do ano vigente muitas escolas e universidades do país estão em greve. Muito se ouve que os estados, municípios e governo não têm dinheiro para investir no sistema da educação pública, será que está faltando dinheiro ou está sendo direcionado para outra prioridade? As escolas e universidades necessitam melhorar as condições de trabalho dos professores e do ambiente de aprendizado aos futuros cidadãos da pátria educadora. Em muitas escolas, as condições de trabalho e aprendizado são insalubres; como que as crianças e jovens poderão ter boa formação em ambientes degradantes à própria dignidade humana? É preciso melhorar as estruturas de ensino público do país. Muito tem sido debatido no governo sobre as reformas econômicas, mas esquecem das principais reformas na estrutura básica de desenvolvimento de toda e qualquer nação que consiste no sistema de educação, em conformidade aos princípios da Unesco e da própria Organização das Nações Unidas, desde o século passado (1993). Assim, é necessário que sejam feitas reformas na infraestrutura das escolas e universidades públicas, reformas nos banheiros, reformas no refeitório, reformas nas salas de aulas, reformas nas bibliotecas, reformas nos laboratórios, reformas na política de salário e investimentos dos professores e técnicos da educação. Mas se a realidade da educação no país é de greve, por que o governo insiste em divulgar o slogan de pátria educadora? Onde estão os investimentos na educação?
Mestre: Realmente, a base para a civilidade, desenvolvimento e prosperidade de qualquer nação consiste no investimento do seu maior patrimônio “o ser humano social”, através da educação. Para responder as tuas indagações, vejamos a história de investimentos na área da educação no país nos últimos 11 anos e para facilitar a compreensão usaremos os exemplos das universidades (ensino superior). Em 2004 o governo investia cerca de R$ 2,5 bilhões por ano nas universidades públicas e R$ 1,7 bilhões nas universidades privadas. Com o advento dos novos programas da “educação para todos”, o governo federal fez acordo com universidades privadas para obter aumento na oferta de vagas. Nesse sentido, surgiram programas como o Prouni e Fies, o que resultou no repasse de quase R$ 15 bilhões para as universidades privadas em 2015, enquanto que as universidades públicas receberam apenas R$ 9 bilhões no mesmo ano. As universidades privadas, que cobram mensalidades dos estudantes, recebem 62% do orçamento público. No país existem 301 universidades públicas e, pasmem, “2090 universidades privadas”. É fácil perceber que a prioridade no governo da “pátria educadora” está concentrada no sistema econômico e financeiro das universidades privadas que geram até commodities na bolsa de valores e não no investimento da educação pública. Tenham uma ótima semana e que Deus iluminem vossas mentes e corações!

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