Empreendedores da esperança
Sexta, 04 de Setembro de 2015

Bom dia mui amados leitores. Onde está a força social que move o ser humano à felicidade geral? No individualismo? Na competição social da desigualdade econômica? Na zona de conforto? Quem tem direito a sonhos de uma vida próspera? E quem de fato vive na prosperidade? E quem segura o fiel da balança social à felicidade?!
Aprendiz: Mestre; recentemente, conheci o lado de lá do município frederiquense. Aquele lado que fica abaixo do trevo de entrada do município, oposto à região central.
Mestre: E o que viste?
Aprendiz: Vi crianças descalças vestindo trapinhos, menininhas embalando bonecas sem braços a cantarolar canções de ninar. Famílias que vivem em favelas à moda das sobras de construções e que ouvem músicas ao som de radinhos de pilha. Vi também homens e mulheres com a tristeza no rosto, como se carregassem uma carga além do que seus ombros são capazes de suportar. Soube que alguns, pelo peso amargo da vida, até caíram no vício e não aparecia um bom samaritano para ajudar a levantá-los. Algumas casinhas brotavam da encosta de uma pedreira à beira de um penhasco de mais de 50 metros. Outras, ao entorno do talude, dividiam espaços entre a sobra da mata nativa, o lixo e esgotos que jorravam fazendo cachoeiras. Ao meio da pedreira, havia a única área de lazer da comunidade: uma cancha de futebol improvisada que se um jogador do União Frederiquense iniciasse uma disparada de 100 metros cairia direto no precipício. Para quebrar a rotina, havia casos de aparições de cobras e escorpiões, provavelmente querendo brincar com aquelas crianças descalças que, em meio à simplicidade da pobreza, sorriam expressando a beleza que ainda existe em suas mentes e corações. Ah... quem pode garantir o sonho de felicidade àquelas crianças do lado de lá? Será que passarão mais 4, 8, 12, 16, 20... anos e nada será feito para assegurar o direito à vida digna, próspera e quiçá feliz daquelas crianças? Futuros jovens e adultos? E para a comunidade? Será que na concepção religiosa do povo, Deus é quem decide quem nascerá na pobreza e na riqueza? Deus é quem dita o destino dos homens na sociedade confeccionada pelos homens? Mas como é possível Deus definir a riqueza aos homens se o seu filho Jesus nos ensinou que o dinheiro não pertence ao reino de Deus? Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus (Mateus, 22:15-22). Será que o velho ditado “nasceu pobre, morrerá pobre” é válido no estado democrático de Direito? Como será possível modificar o status quo da condição indigna da vida humana? (Vida: dádiva de Deus). O que é necessário hoje para gerar um futuro melhor?
Mestre: No mundo tereis aflições, mas podeis vencer o mundo como Jesus venceu. Se quiseres melhorar o mundo, comeces por ti mesmo e, depois, una-se aos empreendedores da esperança. Que um dia não haja distinções entre crianças de lá e de cá (a sociedade é uma só) e que todas realizem seus sonhos, constituam famílias, tenham prosperidade e, assim como aquela menininha da boneca sem braço, embalem seus filhos ao som da felicidade.

Tenham uma ótima semana e que Deus ilumine vossas mentes e corações!

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