A in-dependência gaúcha e brasileira
Sexta, 11 de Setembro de 2015

Bom dia mui amados leitores. Comemorou-se no dia 7 de setembro a independência do país e breve será a do Estado gaúcho (20/9). Mas que histórias ou mitos o povo aprendeu a cultivar sobre as independências? Verdades ou falácias? Interesses...
Aprendiz: Dia sete de setembro foi comemorado o dia da independência deste país. Mas o que é independência? Este país é mesmo independente ou in-dependente?
Mestre: A independência pode significar que o país, estado, nação possui autonomia e não se encontra sob o domínio externo de outros países. No vocabulário português a preposição in serve como partícula de negação (não dependente). Contudo, a mesma preposição em inglês tem o significado de dentro (dependente dentro, em si mesmo).
Aprendiz: E qual a base para fundamentar a verdadeira independência do nosso país?
Mestre: Ao longo de 500 anos do descobrimento do Brasil, muitos fatos foram ocorrendo na sociedade e na política daqueles que o governavam. Primeiramente, sabe-se que este território não foi descoberto com a intenção de gerar uma nova sociedade independente. O objetivo primeiro era a exploração, inclusive valendo o sacrifício da vida dos nativos que aqui viviam antes da chegada das expedições de Cabral. Aqueles que governavam a colônia Brasil, distantes a mais de mil léguas marítimas, não se importavam com as barbáries que os exploradores praticavam aqui, desde que continuassem a enviar as riquezas extraídas desta terra, como o ouro e produtos de exploração agrícola, com trabalho escravo, para o rei de Portugal. Assim, o povo que se desenvolveu aqui não tinha direito ao princípio fundamental da independência de uma sociedade, de um estado, de um país, que é a LIBERDADE. O povo vivia sob o jugo de ditadores que não respeitavam os direitos civis, que só foram firmados nos últimos 27 anos (1988) nesta pátria. Ou seja, este povo ainda possui vivo na raiz de sua consciência cultural a servidão incondicional e o medo há mais de 500 anos.
Aprendiz: Mas mestre, ao longo desse meio milênio ninguém era capaz de questionar o seu estado servil, sem direitos na sociedade que foi sendo formada?
Mestre: Sim, mas os governantes respondiam com a violência, batalhas, guerras. Assim foi com os padres da Cia. de Jesus; Joaquim José da Silva Xavier (o Tiradentes); José Bonifácio; Dom Pedro I (proclamador da Independência em sete de setembro de1822) que foi tutelado por pensadores brasileiros impregnados nos ideais da revolução francesa (Liberdade, Igualdade e Fraternidade) após a saída de Dom João VI do Brasil; Bento Gonçalves, Anita e Giuseppe Garibaldi (líderes da Revolução Farroupilha, que teve como estopim da revolta o aumento de impostos e cobrança de dízimos pelo império em toda economia da província gaúcha); Ruy Barbosa; Zumbi dos Palmares...
Aprendiz: Mas como a ordem era mantida no governo daquela época se não havia a liberdade e os direitos assegurados a todos, mesmo após a proclamação da independência?
Mestre: Os absolutistas mantinham a ordem através da distribuição de favores, benesses, ganhos financeiros em negociatas políticas e sociais; empregos por apadrinhamentos políticos, ao contrário do mérito ao cargo; esquemas de mensalão, lava-jato, a corrupção de modo geral como vistas nos dias de hoje.
Aprendiz: Atualmente, como seria possível proclamar a “independência” no Brasil?
Mestre: Acendendo o farol da divindade para assegurar: o Estado Democrático de Direito, a igualdade de direitos, a liberdade de expressão, a liberdade social, a liberdade política e econômica para todos (fraternidade). Para tanto, é necessário construir um povo saudável, forte e virtuoso e o caminho é a educação, além da depuração política. Tenham uma ótima semana e que Deus ilumine vossas mentes e corações!

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