A Felicidade é um lugar, objeto, conceito ou um sentimento existencial?
Quinta, 24 de Dezembro de 2015

Bom dia mui amados leitores, aproxima-se o Natal e as festividades para o novo ano. Será que a felicidade bateu a nossa porta em algum momento no ano de 2015? Sim! Não! Talvez? Ou será que não a reconhecemos no dia a dia de nossas vidas?

Aprendiz: Mestre, o Natal está se aproximando e tenho ouvido pessoas de diversas condições econômicas e sociais dizendo que a felicidade não existe e o que existe é a alegria proporcionada pelos acontecimentos vividos, sendo que o poder financeiro é um dos principais agentes de promoção da felicidade. Afinal, a felicidade existe ou não existe? Como podemos entender o que é a “felicidade”?

Mestre: Seria muito simples afirmar que a felicidade não existe; assim como reduzi-la a um conceito de base financeira de aspecto comercial, o que neste caso estaríamos afirmando que 99% da população mundial que não constitui o estrato de riqueza, são infelizes.

Aprendiz: Mas então, o que é a felicidade?

Mestre: O que você acharia mais importante: definir a felicidade num conceito com uma dúzia de palavras ou experienciar a felicidade?

Aprendiz: Creio que de nada vale um conceito, uma teoria se não for vivenciada.

Mestre: Então preste a atenção no exemplo que darei. Nos dias 19 e 20 de dezembro de 2015, um grupo de crianças e adolescentes viajou com seus pais e responsáveis, cerca de 120 pessoas no total, para o município de São João do Oeste em Santa Catarina, no local conhecido como Termas de São João. O evento foi patrocinado pela Diretoria do Centro de Treinamento Esportivo do Itapagé/AABB/URI do município de Frederico Westphalen-RS. Durante os dois dias do evento, as pessoas ficaram em alojamentos coletivos, dividindo os espaços de higiene, refeição e de dormitórios, respeitando-se as diferenças de gênero e idade. Destaca-se que várias crianças estavam sem o acompanhamento de seus pais, embora com as devidas designações de responsabilidades à diretoria do Centro. Todas as 120 pessoas não dormiram em berço esplêndido, algumas até dormiram em colchões improvisados; não usaram um banheiro de hotel 5 estrelas, mas coletivo; não fizeram refeições em restaurantes de primeira classe, mas se alimentaram com adequação nutricional e com satisfação. Todas as 120 pessoas tinham acesso às mesmas condições de higiene, alimentação, dormitório e atividades de lazer, estas orientadas pelo coordenador esportivo Diego Pereira e sob a supervisão de membros da diretoria e de pais que colaboraram com os cuidados daquelas crianças e adolescentes em atividades variadas de esporte e lazer. Sempre havia pais e membros da direção supervisionando aqueles pingos de gente. Pode-se dizer que todos cuidavam de todos e a felicidade era externada de modo radiante na linda face de cada um daqueles exemplares humanos durante os dois dias maravilhosos!

Aprendiz: Mas, se estavam num ambiente modesto, sem luxúria, sem dinheiro, longe dos pais e até mesmo passando certas privações por estar fora de seus lares, como podiam estar felizes?

Mestre: Devido ao sentimento de pertencimento. Para aqueles jovens, crianças e adultos, todos pertenciam ao mesmo lugar, todos eram aceitos no mesmo grupo social, como uma grande família e todos tinham a mesma identidade. Parabéns a toda direção do Centro de Treinamento de Futsal Itapagé/AABB/URI pelo evento desenvolvido e pela lição de vida, de felicidade. Feliz Natal a TODOS! Que Deus ilumine vossas mentes e corações!

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