O retorno do bode
Sexta, 22 de Janeiro de 2016

Bom dia mui amados leitores. Está chegando a hora do retorno das atividades nos três poderes e quem poderá cogitar as possíveis negociações, intervenções e julgamentos que serão feitos para abrandar a crise econômica, social e política no país?

Aprendiz: Mestre; o ano de 2016 iniciou com muitas pendências no executivo, legislativo e judiciário, como as questões de impeachment, processo no conselho de ética contra o presidente da câmara dos deputados, operação Lava-jato, CPIs, mudanças nos ministérios etc; as quais incidirão medidas altamente significativas para o povo deste país, após as devidas definições. O que se pode esperar nesse período em que o país apresenta um nível de depressão econômica, elevada taxa de desemprego, aumento nos índices de violência, volta dos movimentos sociais (Passe Livre), elevada taxa de juros e desaquecimento na produção?

Mestre: Vive-se um panorama de incertezas geradas pelas disputas políticas (direita, esquerda, centro). Como principal agente oxidante destas disputas, têm-se as grandes corporações de interesses próprios independente do exercício real, factível ou factício dos direitos transindividuais e metaindividuais deste abençoado povo, crente em Deus, mas que não foi preparado culturalmente para assegurá-los, muitas vezes, servindo até como artífice de manobra por acreditar nos símbolos patrióticos da nação e pela exacerbada crença no dia melhor que um dia virá, como mágica ou como arte de outro símbolo: o do salvador.

Aprendiz: Dentre estes símbolos, aparentemente enraizados no consciente coletivo do abençoado povo, qual tipo poderá surgir brevemente de modo impactante?

Mestre: O símbolo do Bode ou bode expiatório. Este símbolo arcaico esteve muito presente nas práticas de expiações nas religiões antigas que sacrificavam animais como oferendas aos deuses com objetivos de: acalmar sua ira, evitar a erupção de vulcões, melhorar o clima para obter colheitas fartas, banir pecados e pecadores, e eliminar todos os problemas do povo. O animal bode (um ser inocente) era ofertado aos deuses num ritual sagrado e visto por todos. Seu sangue era passado no corpo do sacerdote como representação da purificação do corpo, banindo as impurezas e infortúnios que ocorriam naquele povo, naquela nação. Este tipo de ritual foi extinto da religião judaico-cristã após a vinda do verdadeiro e único cordeiro de Deus que foi sacrificado para tirar todo o pecado do mundo. Neste sentido, surgirão os bodes expiatórios na política, na economia, nos ambientes sociais e de trabalho e até mesmo em empresas que servirão de sacrifício do patrimônio público como atrativo aos investidores e para acabar com a crise no setor financeiro. Tenham uma ótima semana e que Deus ilumine vossas mentes e corações!

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