Todo Poder Emana do Povo
Quinta, 24 de Março de 2016

Bom dia mui amados leitores. O mês de março tem seu nome dedicado ao deus da guerra e, coincidentemente, marcou o início da grande e acirrada disputa entre os principais poderes da nação. Em meio ao quebra-braços na política de quedas e ascensões, eis que surgiu a poderosa Têmis empunhando sua espada da Justiça para dar fim à dúvida e aos duvidosos.

Aprendiz: É possível existir algum tipo de sistema de governo em que os representantes da nação não sujam as mãos em esquemas fraudulentos, em desvios de verbas e dinheiro público; troca-troca de servidores nos altos escalões de modo a gerar privilégios, riquezas ilícitas e até propiciar obstruções em processos legais?

Mestre: Sim. Desde que a governança da nação não esteja embasada no poder e sim na consciência moral que capacita os governantes atuarem nos cenários políticos de maneira ética, prezando pelos princípios da Constituição, com respeito a todos e para o sumo bem de todos.

Aprendiz: O que tem sido visto nos governos é a personificação de um poderoso, de um partido político forte, os quais têm poderes legais para agir em nome do povo.

Mestre: Infelizmente, essa forma de governança é fruto de um passado longínquo onde os regimes de governo eram alicerçados na força bruta, ou seja, quem liderava uma tribo era o mais forte, inclusive matando o seu oponente. Com o crescimento populacional das tribos criaram as sociedades e os regimes monárquicos para a governança do povo. O governante - denominado rei - era visto como alguém ligado aos deuses, ou seja, um ser superior aos demais e, devido a esta falácia, podiam exercer todo e qualquer tipo de poder sobre os seus súditos, inclusive determinando quem podia viver ou morrer, pois suas palavras viravam leis e quem desobedecesse a um rei era preso, torturado e executado publicamente como exemplo aos demais. O povo não tinha voz ativa, não reivindicava, vivia com medo.

Aprendiz: Mas e hoje? Os sistemas de governo não evoluíram com a modernidade?

Mestre: Felizmente, com o desenvolvimento das civilizações muitos países já adotaram um sistema de governança mais próximo ao equilíbrio que tem bases na democracia, mas ainda em fase de melhor entendimento e processo de evolução. A democracia deveria ser entendida como a forma de governo em que o povo exerce a soberania, explícita nos preceitos do filósofo Jean-Jaques Rousseau: “todo poder emana do povo e para o povo”, ou seja, é o povo quem tem a titularidade legal do Estado. No entanto, a democracia foi compreendida como a forma de governo em que o povo apenas elege seus governantes dando-lhes plenos poderes em seu nome.

Aprendiz: E porque o povo não reclama, busca seus direitos de modo efetivo?

Mestre: Devido à ineficiência do modelo educacional do país que mantém resquícios no consciente coletivo do povo a vívida ideia de ser súdito, de inferioridade. É necessário desenvolver um excelente sistema educacional para desconstruir psicologicamente a maligna ideia de que o povo é o ser inferior, que o povo tem que ser ignorante, acrítico e fiel servidor dos seus governantes. Estamos na Semana Santa e como já dizia o mestre dos mestres, Jesus: “A verdade voz libertará”! Foi por falar a verdade aos governantes que os tiranos tramaram a morte do Filho de Deus! Feliz Páscoa a todos e que Jesus renasça em vossas mentes e corações!

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