O conhecimento realmente liberta?! A quem serve?
Sexta, 20 de Maio de 2016

Bom dia mui amados leitores, vamos traçar um diálogo entre nossos personagens para tratar um assunto de suma importância na vida.

Aprendiz: Será que toda pessoa estudada é livre, sapiente, feliz e aquelas que não tiveram a oportunidade de estudar estão fadadas a infortúnios, à escravidão: social, política, econômica? Para que serve o conhecimento?

Mestre: Caro aprendiz, tua pergunta é muito pertinente e seria muito fácil dar uma resposta, fazendo uso das palavras do sábio Sócrates: Sei que nada sei. O conhecimento pode ser considerado a pedra filosofal para libertar o ser humano de suas faculdades animais, instintivas, brutas, mas o conhecimento não é como a água parada de um poço, em que a ingestão de alguns goles transformaria o ser animal num sábio. O conhecimento pode ser visto como o oceano e o ser humano como uma ilha. À medida que o ser humano toma consciência do mar que toca as bordas da ilha, esta se expande aumentando sua área de superfície e, consequentemente, o seu contato com o oceano (conhecimento). Quanto mais a ilha se expandir, maior também serão as margens que banharão esta ilha, contudo, por mais que a ilha se expanda, ela nunca tocará todo o oceano. Por isso as frases milenares do filósofo Sócrates estão eternizadas na história das civilizações e somente o homem que se curva à divindade é capaz de entender a profundidade do conhecimento que liberta, caso contrário, o conhecimento poderá, até mesmo, escravizar, como ocorreu com o próprio Lúcifer que adquiriu parte do conhecimento divino e, achando-se maior que Deus, utilizou-o perversamente em benefício próprio. O conhecimento não é um patrimônio pessoal e nem deve ser utilizado para acúmulo de títulos e enchimento de egos.

Aprendiz: Podes dar um exemplo para facilitar a compreensão?

Mestre: Claro; possivelmente, o país enfrentará uma epidemia com o vírus Influenza subtipo H1N1. Quando um cidadão vai até o posto de saúde com a sua família para receberem a vacina que os protegerão desse RNAvírus de Classe de Risco 4 (OMS) de grande virulência e poder de transmissibilidade, principalmente pelo ar que todas as pessoas utilizam para respirar, esse pai de família tem que ouvir a seguinte ladainha: paizinho, o senhor ou um de seus familiares pertence ao grupo de risco? Pois estamos vacinando apenas grupos de risco. O pai diz: sim, todos nós seres humanos pertencemos ao grupo de risco. A atendente diz, mas alguém da família tem doença crônica? Ele responde: não. Ela retruca: ah, então vocês não podem ser vacinados. Um agente viral (virion) não pergunta ao organismo humano se ele tem doença crônica, se ele tem um ou 80 anos, se ele é homem, ou mulher. Um agente viral simplesmente entrará em qualquer ser humano vivo para multiplicar seu material viral nas células do organismo e, infelizmente, ao final do processo de replicação dos vírus promoverá a morte das células e, possivelmente, do ser humano. Neste ano, já morreram mais de 400 pessoas no país devido ao vírus Influenza H1N1 e o Rio Grande do Sul tem o segundo maior número de óbitos. Portanto, o conhecimento é um patrimônio da humanidade e quem trabalha com ele tem o dever de compartilhá-lo com aqueles que não tiveram a oportunidade de estudar ou de se aperfeiçoar. As políticas públicas do governo federal tem que servir para fortalecer e libertar o povo, o maior tesouro de uma nação. No caso da vacinação, contra o Influenza H1N1, todos têm o direito de receber a vacina, pois: “a saúde é um direito de todos e um dever do Estado (Art.196 CRFB)”. O conhecimento tem que ser usado em benefício dos outros, com respeito, com doação, com amor à humanidade, sabedoria. Tenham uma ótima semana e que Deus ilumine vossas mentes e corações!

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