Resíduos de Serviços de Saúde (RSS)
Sexta, 08 de Julho de 2016

Bom dia, mui amados leitores. Que impressões se tem ao visitar um parente, um amigo no hospital? Que o hospital tem bom aspecto externo, pintura nova, limpo, que os atendentes são atenciosos, educados e prestativos, que os médicos, os enfermeiro(a)s, psicólogo(a)s são profissionais da mais elevada qualidade e estão servindo à comunidade com primazia. Excelente! E o que mais? Por acaso, alguém já ouviu falar de Resíduos de Serviços de Saúde?

Aprendiz: Quando uma pessoa está hospitalizada com alguma doença, para onde vão os restos de medicamentos, seringas, agulhas, sangues, gazes, sondas, fluídos orgânicos, os dejetos das pessoas doentes, enfim, os resíduos hospitalares?

Mestre: Excelente questionamento! Se utilizarmos os conhecimentos científicos e legais da atualidade para analisar os procedimentos que eram adotados no século 18 para destinar resíduos domésticos e hospitalares, as pessoas ficariam apavoradas, uma vez que os resíduos eram lançados no meio ambiente, ocasionando contaminações dos solos e das águas, além de favorecer as epidemias. Por isso, os hospitais eram localizados mais afastados dos centros urbanos e o risco de epidemias era quase uma constante. No país, os primeiros fundamentos legais e procedimentos para destinar os resíduos domésticos (esgotos) e hospitalares surgiram no início do século 19, bem mais por imposição do mercado externo do que por reconhecimento político às necessidades de saneamento dos municípios. Portanto, ou o país se adequava às exigências do mercado externo, criando leis, políticas e procedimentos de saneamento ou então os outros países não comprariam mais os produtos aqui produzidos, pois havia o risco de adquirirem produtos e alimentos contaminados, uma vez que naquela época ocorriam surtos de doenças espalhadas pelo território nacional, tais como: leptospirose, malária, tifo, peste negra, febre amarela, gastroenterites, tuberculose, etc.

Aprendiz: Mas e hoje? Como são feitos os procedimentos para destinar os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS)?

Mestre: Legalmente, existem leis, normas e regulamentações, como a RDC No 306/dezembro de 2004 - Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde para que os órgãos públicos e privados estabeleçam seus Planos de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Assim, compete à Vigilância Sanitária dos Estados, dos Municípios, do Distrito Federal com o apoio dos órgãos de Meio Ambiente, de Limpeza urbana e da Comissão Nacional de Energia Nuclear, divulgar, orientar e fiscalizar o cumprimento desta Resolução para destinar adequadamente todos os resíduos gerados nos serviços da saúde a fim de evitar ou minimizar as possibilidades de contaminações ambientais, bem como para evitar epidemias na população. Recentemente, as acadêmicas Priscila Schirmer, Tairine Andressa Smaniotto e Giovana Garlet do curso de engenharia ambiental e sanitária da UFSM/Campus de Frederico Westphalen, na realização de seus estágios profissionais, participaram no processo de elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde do município de Caiçara-RS. Parabéns às acadêmicas! Parabéns a toda equipe da Secretaria de Agricultura e de Meio Ambiente do município de Caiçara, em nome do eng. agrônomo Marcos Piovesan e da eng. sanitarista e ambiental Patrícia Grassi. Tenham uma ótima semana e que Deus ilumine vossas mentes e corações!
 

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