Paternidade responsável
Sexta, 21 de Fevereiro de 2014

Bom dia mui amados leitores. Hoje, vamos tratar da paternidade responsável que também tem relação com o tema da redução da maioridade penal (PEC 33/2012), assunto já abordado em edições anteriores.

Aprendiz: Mestre; já vimos como é fácil uma criança se tornar delinquente juvenil e pender para o lado do crime antes da maioridade (18 anos), caso a criança não tenha uma estrutura familiar em harmonia. Qual a importância da paternidade para a boa formação do indivíduo ao sumo bem da sociedade?

Mestre: Vamos iniciar a explicação pelo conceito de paternidade responsável, segundo a própria igreja católica. Paternidade responsável está relacionada aos critérios de amor do pai ao filho – o bem maior da família, uma dádiva de Deus – antes mesmo deste filho(a) ser gerado e a conjuntura socioeconômica do casal. Uma vez que a criança (ser humano) é criada à imagem e semelhança de Deus – símbolo do bem e amor Universal - (Gênesis, 1:26), não se admite que uma criança venha ao mundo terreno para sofrer, ou seja, que tenha sido gerada no ventre da mãe pelo egoísmo, prazer e descaso de seu pai. Na questão econômica, todo o pai tem que ter a consciência de sua realidade financeira, pois a mesma servirá de base para indicar se a família poderá criar um ou mais filhos com condições dignas, mantendo a harmonia do casal, dos filhos, da família, do lar. 

Aprendiz: Essas condições dignas poderiam ser entendidas como a fartura financeira?

Mestre: Não necessariamente. Aquele que tem fartura poderá gerar mais filhos, desde que se comprometa também na criação participativa de todos os filhos gerados. O dinheiro é importante, mas não cria o filho. Quem cria o filho são os pais. O dinheiro facilita no processo de formação educativa do filho, evitando que o mesmo sofra privações às necessidades básicas e formativas do futuro cidadão.

Aprendiz: A falta de dinheiro na família poderia causar a má formação do indivíduo e o mesmo se tornaria um delinquente juvenil, um futuro criminoso?

Mestre: Pobreza não é sinônimo de delinquência, nem de qualquer tipo de doença ou deficiência humana. O próprio filho de Deus, Jesus, era pobre. Contudo, a falta de dinheiro pode causar grande desarmonia no lar da criança e essa falta de dinheiro associado a outros fatores, como: a fome, a falta de preparo e conhecimento do pai, o descomprometimento do pai com o filho(a), a falta de participação do pai no desenvolvimento do filho(a), a falta de amor do pai ao filho(a), poderão desencadear fatores de rejeição do pai ao filho(a) e, assim, gerar distúrbios psíquicos neste filho(a) que tenderão para o desenvolvimento da delinquência – no caso.

Aprendiz: Agora eu entendi; paternidade responsável não é apenas um compromisso legal e econômico do pai para com o seu filho(a), mas diz respeito à relação socioafetiva (amor) do pai ao filho(a) desde a gestação até a idade adulta, quiçá toda a vida, a fim de que aquela criança se torne um cidadão do bem, valoroso à sociedade. Tenham uma ótima semana e que Deus ilumine vossas mentes e corações!

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