Ambivalência, Identidade coletiva
Sexta, 09 de Maio de 2014

Bom dia mui amados leitores. Convido-os a perscrutarem no campo da ambivalência a fim de beirarmos a compreensão de fenômenos humanos (sociais) perturbadores, conflitante e até mesmo criminoso. Não obstante, inconcebíveis para o convívio civilizado da sociedade, nação da “ordem e progresso”.

Aprendiz: Mestre, qual o significado de “ambivalência”?

Mestre: A palavra ambivalência (ambi-valência) está constituída pelo prefixo ambi que significa ambos os lados, ou valência de lados opostos. Pode-se entender como sendo aquela pessoa que mentalmente é caracterizada por apresentar ideias e sentimentos radicalmente diferentes, contraditórios, e, assim, age dependendo da situação em que se encontra no meio (família, trabalho, lazer, festividade, sociedade). 

Aprendiz: Poderias exemplificar essa “ambivalência humana, social”?

Mestre: Claro! Vamos analisar algumas situações que acontecem na sociedade, começando pela Presidência da República. Na posse, o presidente faz um juramento constitucional à nação: “Juro manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo, sustentar a união, a integridade e independência do país”. Contudo, esse mesmo que outrora fora chefe da nação e jurou um compromisso constitucional, hoje, faz apologia, defende com fervor a legalização das drogas. Sendo que as drogas e afins são considerados crimes inafiançáveis (Constituição: Art.5, XLIII). Logo, percebe-se a “ambivalência” nessa personalidade política. 

Aprendiz: Agora estou entendendo. Existem outros exemplos de ambivalência?

Mestre: Sim, num momento histórico, nos defrontamos com heróis políticos que lutaram contra um sistema de ditadura para libertar os cidadãos das mãos de ferro, imprimindo um modelo democrático em benefício do social e, noutro momento, vemos esses mesmos políticos serem condenados por corrupção pelo Supremo Tribunal Federal. A ambivalência também é encontrada nos ambientes de trabalho: funcionários que conhecem corruptos e os esquemas de corrupção geram fofocas, mas são incapazes de denunciar esses corruptos aos órgãos competentes: Ministério Público Federal; Polícia Federal. A ambivalência também está presente nos jovens: num momento vão às ruas pedindo mais verbas à educação, mas nas salas de aula usam artifícios para obter aprovação (cópia de trabalhos, cola nas provas). Outros, saem às ruas em manifestos contrários às obras da “Copa”, mas já compraram os ingressos para assistir aos jogos. Vemos a ambivalência em alguns ambientes familiares: pais que se apresentam polidos à sociedade, mas em casa batem nas suas esposas e filhos, até os matam. Infelizmente a identidade coletiva da nação está em crise, em ambivalência devido a representantes, autoridades, celebridades com transtornos psiconeuróticos e neuropsicóticos (Sigmund Freud) que têm servido ao povo como modelos de personalidades de sucesso, ricas, mas que direta ou indiretamente promovem uma identidade coletiva nada salutar, imoral, uma cultura com base nos vícios, no ganha-ganha, nas vantagens pessoais ou grupais, no rouba mas faz, identidade coletiva perturbada, doentia. Onde estão os modelos virtuosos do País? (Existe solução?!) Tenham uma ótima semana e que Deus ilumine vossas mentes e corações!

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