Lei Menino Bernardo – Aprovada!
Sexta, 06 de Junho de 2014

Bom dia mui amados leitores. 

Aprendiz: Mestre, o que é a “Lei Menino Bernardo”?

Mestre: O nome foi dado em homenagem ao menino Bernardo Boldrini que morreu criminosamente no município de Frederico Westphalen. Essa lei estabelece uma nova diretriz no processo de educação dos filhos “sem o uso de violência”, quer esta seja de ordem física ou psíquica; complementa a Lei do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Aprendiz: O que seria essa violência física e psíquica na criança ou no adolescente?

Mestre: Violência é uma palavra que designa o comportamento irado, forte, agressivo e intimidatório de uma pessoa contra outra. Pode estar vinculada ao dano físico (corporal) ou psíquico (mental). No caso, a Lei determina que os pais não usem a violência na educação de seus filhos e estabelece providências legais.

Aprendiz: Ouve-se na boca do povo que uma palmada não faz mal e que existem várias pessoas que apanharam quando criança e, hoje, são pessoas até bem sucedidas profissionalmente. 

Mestre: É preciso ter muito discernimento para compreender a grandiosidade desta singela Lei. A complexidade dos atos de violência, por mais simples que sejam como uma palmada, afeta o desenvolvimento do ser humano. Quando um empresário diz que apanhou na infância e hoje ele tem muito dinheiro, ninguém investiga se ele ou seus familiares são felizes.

Aprendiz: Como assim mestre, pode explicar melhor?

Mestre: Claro! Uma palmada na criança hoje pode significar o rompimento de uma relação de amor desencadeando o processo de medo, temor, ódio, raiva, repúdio que até pode ser aceito pela criança, com sofrimento, devido à dominância dos adultos (mais fortes). Todo esse sofrimento infanto-juvenil será evidenciado no comportamento social ao longo da vida. Quando criança poderá expressar agressividade na escola, dificuldades para aprender; quando adolescente poderá se rebelar às normas sociais e se viciar; quando adulto até poderá obter riqueza, mas poderá ser um empresário com dificuldades no relacionamento afetivo, amoroso, ou depressivo, alcoólico, ou malquisto pelos empregados, um empresário de ferro, sem coração. 

Aprendiz: Mas é possível educar sem um puxão de orelha, sem uma palmadinha, sem um beliscão, sem um empurrão?

Mestre: Se tu convidas um amigo para almoçar na tua casa e no meio do almoço ele derrama o suco na toalha o que você faz? Puxa a orelha dele? Bate nele? Grita com ele, xinga-o de pateta, burro? Ou você tolera e diz que não foi nada e até racionaliza dizendo: acidentes acontecem, é só lavar. Para educar é preciso tolerância, paciência, compreensão, respeito, amor. Tenham uma ótima semana e que Deus ilumine vossas mentes e corações!

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