Prelúdio à formação da criança, futura sociedade
Sexta, 22 de Novembro de 2013

Bom dia mui amados leitores. Veremos a importância dos cuidados familiares aos filhos. 

Aprendiz: Mestre, nós dialogamos acerca dos cuidados que os pais devem ter com seus filhos quando os entregar a pessoas e instituições que irão interferir positiva, ou negativamente na formação dos filhos, como as babás, escolas, escolinhas. Vimos que nesse processo de formação da criança pela relação com o adulto influirá na dinâmica das sociedades futuras determinante. Mas, e a relação entre os pais com os seus próprios filhos poderá gerar algum fator negativo na criança, futuro cidadão, logo à sociedade?

Mestre: Sim. Vejas que toda criança cria um vínculo afetivo muito forte com seus pais, os quais, inicialmente, são a referência de mundo da criança. De modo geral, as relações se estabelecem mais forte, inicialmente, com a mãe que ao longo das 24 horas do dia alimenta, nutre biológica, física, química e psiquicamente a criança. A mãe amorosa, bem nutrida, equilibrada psiquicamente, sem estresses – principalmente de trabalho, familiar e conjugal – propiciará um ambiente equilibrado ao desenvolvimento das fases oral, anal até o prenúncio da fálica da criança. Nessa relação (bebê/mãe-bebê), a mãe tem que descobrir e saciar as necessidades do bebê, por exemplo: choro de fome; choro de troca de fralda. Assim, a mãe é percebida pelo bebê como sendo a extensão de si mesmo.

Aprendiz: Mas onde entra o papel do pai nessa relação inicial com o filho?

Mestre: O pai não possui o vínculo similar ao da mãe com o bebê. O pai é percebido pelo bebê como o agente estranho na relação, é o símbolo do “mundo externo”. É o pai que passa o dia fora de casa, trabalhando e se estressando (químico-física, biológica e psiquicamente) o que afetará positiva ou negativamente na percepção do bebê e, consequentemente, nas suas reações e formação; inclusive na aceitação da paternidade. Portanto, o papel do pai é de suma importância na construção da psiquê da criança.

Aprendiz: Podes dar algum exemplo para facilitar a compreensão, pois o assunto é complexo?

Mestre: Claro! Pais agressivos, alcoólicos, estressados vão liberar hormônios na sua corrente sanguínea pelo desequilíbrio homeostásico causado no próprio organismo. Esse desequilíbrio afeta a química corporal e mental, consequentemente, alterando sobremodo o comportamento desses pais. Esses pais, ao chegar a casa, liberam compostos químicos voláteis no ambiente do lar que são percebidos pelos filhos, deixando-os irritados e chorosos. Somente o colo da mãe com o seu cheiro, seu calor e batimento cardíaco conhecidos serão capazes de acalmar o bebê. Notes que esse pai desequilibrado já promove um desconforto na criança sem mesmo tocar nela. Mas poderá ser pior à criança se esse pai alterado químico-física e psiquicamente – por “n” fatores que às vezes nem ele mesmo compreende – liberar sua agressividade na mãe e na própria criança. Se essa condição de violência doméstica perdurar, então o lar (ambiente de equilíbrio e amor para o crescimento do filho) estará desfeito; impera-se a violência e todas as consequências negativas decorrentes desta na formação da criança (antes pura e inocente). Sempre lembre: os filhos reproduzirão na sociedade o que aprenderam em casa, quiçá “lar”. Amem seus filhos! Tenham uma ótima semana e que Deus ilumine vossas mentes e corações!

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