Dupla Face
Sexta, 01 de Agosto de 2014

Bom dia mui amados leitores, vamos reportar algumas visões no período de férias.

Aprendiz: Mestre, recentemente, estava numa churrascaria confraternizando com familiares e amigos na cidade de São Leo, quando avistamos dois senhores bem contentes e satisfeitos noutra mesa, o que me despertou boas sensações, pois a felicidade é um sentimento contagiante, como seria bom se todos pudessem ter esses momentos de prazer, alegria e descontração com seus amigos e familiares. Contudo, surpreendentemente, fui instigado por alguém da mesa ao lado, dizendo: você sabe quem é aquele senhor alto de olhos azuis que se regozija em delícias da culinária gaúcha regado a bebidas? Respondi que não. Imediatamente, o inquisidor com a expressão de um lobo raivoso e esfomeado respondeu: aquele senhor matou e queimou a sua esposa num veículo e está livre se banqueteando com carne assada. Naquele instante, fui tomado por uma sensação estranha, desconfortável. Pensei, como um momento de imensa alegria poderia ser tão superficial, até mesmo enganador a ponto de esconder verdades tão tristes, hediondas, cruéis atrás de um rosto “alegre, contente”? Que verdades a espécie humana é capaz de esconder atrás de belas faces, sorrisos, corpos e discursos ilusórios? Seria o ser humano um ator nato? E que papéis representariam? Seria a realidade uma fantasia, uma representação de mentes ora boas, ora más, ora solidária, ora cruel, ora humana, ora desumana? No que se deve acreditar, mestre? Na bela face alegre e contente ou no que está escondido internamente, atrás dessa bela aparência humana?

Mestre: O ser humano é um universo de partes, constituído das sementes do bem e do próprio mal como a caixa de Pandora, para saber o que tem lá dentro é necessário abrir a caixa. Mas a caixa não é aberta fácil e aleatoriamente, para abrir é preciso conhecer os seus códigos. Assim é o ser humano, uma complexidade de pensamentos, sentimentos, ideias e interesses que convergirão em ações (interpretações) na busca de seus fins. Portanto, mesmo que uma face expresse alegria ou tristeza, que inspira confiança ou desejo, a verdade de cada um sempre estará escondida atrás de sete véus. Por isso, recomenda-se que as relações humanas sejam desenvolvidas com prudência, necessitam de tempo para que uma conheça o outro verdadeiramente e vice-versa. Assim deveria ser em todas as relações, amizades, amores, atividades de trabalho e sociais. 

Aprendiz: Quer dizer que todo ser humano pode externizar ideias, sentimentos verdadeiros ou falsos, dependendo de suas intenções que pertencem ao campo mental para atingir seus objetivos. Ou seja, o ser humano tem dupla face: uma que revela em ações e expressões e outra que é intimamente velada. Tenham uma ótima semana e que Deus ilumine vossas mentes e corações!

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