Vinho ou Vinagre?!
Sexta, 17 de Outubro de 2014

Bom dia mui amados leitores! Nesta edição, peço a todos a paz de espírito para compreender adequadamente esse diálogo politizado entre o Aprendiz e o Mestre, desde já, agradeço.

Aprendiz: Mestre; estamos nas vésperas do momento cívico mais importante na Nova Canaã. Dois candidatos, representantes de dois partidos de fundamentação política e social diferentes disputarão, por eleição direta, o cargo mais importante e nobre do país: a presidência da República. De um lado, configura-se a possível vitória de um Estadista, mas envolto pelo manto da corrupção de seus ex-integrantes de governo, inclusive, muitos julgados e condenados pelo STF. De outro lado, surge um candidato com a retórica do novo e pontualizada na ferida do partido adversário e, com suspeita de envolvimento em sistema de favorecimentos bilionários a parentes. Como decidir em quem votar?

Mestre: Antes de responder, é necessário entender a base da estrutura política da Nova Canaã, assim como parte do contexto histórico de ambos partidos nesse curto espaço de tempo (entrelinhas). Vejamos: a base estrutural da política da Nova Canaã é a mesma, pois, aquele que for eleito montará a estrutura governamental com base nos apoios a sua candidatura, ou seja, com os integrantes do seu partido, os integrantes de partidos aliados, integrantes de partidos neutros e, até mesmo, com a indicação de integrantes de partidos não coligados e, para os demais escalões: cabos eleitorais, parentes, amigos e amigos de amigos, conhecidos... (interesses.) 

Aprendiz: Então, como escolher quem tem capacidade para gerir o que é público num país de dimensão continental se a estrutura governamental está baseada nos favores ao candidato, aos interesses dos partidos, aos interesses?!

Mestre: Existe um termo que deve ser melhor trabalho na sociedade: a “meritocracia”, fundamentada em notório saber e aliada às virtudes.

Aprendiz: E quanto ao contexto histórico de atuação dos partidos, mestre?

Mestre: A história dos partidos é intrinsecamente diferente. De um lado, preconizava-se a facilitação da gestão do Estado às entidades privadas, inclusive com políticas direcionadas à privatização, alegando-se que o sistema de gestão público era ineficaz. Foi o caso das Telecomunicações que hoje é o campeão de registros de reclamações no Procon (quem nunca se indignou por ter que pagar um real a mais na conta telefônica por uma ligação não feita, ou um celular que não funciona numa área?!). Onde está a eficiência nessas empresas de telecomunicações após a privatização da Embratel pela MCI na bolsa de Valores?! (Tudo por dinheiro/interesses). [MCI World Com., empresa Americana que pediu falência pouco tempo depois, por quê? Atreva-se a pensar]. Além da perda do “patrimônio público”, será que o pagamento de contas telefônicas indevidas não consiste num sistema brando de corrupção? Ainda, quase foram privatizados: a Petrobrás, à Saúde, o Ensino Público (quantos pós-graduandos no exterior tiveram que retornar ao país pelo corte de verbas na Capes e CNPq, outros nem puderam ir). Do outro lado, idealizava-se o aparelhamento do Estado “forte” para subsidiar programas de maior abrangência social (tudo pelo social); entretanto, a movimentação do erário foi tão gigantesca que deu margem ao desvio de verbas públicas.

Aprendiz: Mas então, em quem votar?!

Mestre: O vinho novo é gostoso, pode causar euforia nos primeiros goles, iludir, embriagar, viciar e até gerar doenças degenerativas. Já o vinho que azedou, pela falta de técnicos virtuosos de notório saber no monitoramento das pipas, devido ao processo de fermentação acética por microrganismos da espécie corrupts é indegustável; não obstante, dizem que poderá ser utilizado como vinagre. Você decide! Tenham uma ótima semana e que Deus ilumine vossas mentes e corações!

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