União
Sexta, 18 de Março de 2016

Continua a saga do União Frederiquense. De fato, a vida não é fácil para quem faz parte do clube ou é torcedor. Serie A2 2016, dois jogos, duas decepções, seis gols tomados, um ponto ganho.
Não bastasse tudo isso, pouco mais de 200 torcedores pagaram para ver o time jogar diante do Tupi de Crissiumal.

Derrota

Enfrentar o Caxias na serra, em jogo de estreia, é uma luta desigual quando tudo corre dentro da normalidade, imagina quando o time tá sonolento e perde um jogador por expulsão ainda no primeiro tempo.
O que não estava no script foi o desempenho da equipe sem foco, sem energia, sem cobertura aos laterais, sem pegada, principalmente no segundo tempo.

Empate

Empatar em casa contra o Tupi de Crissiumal, com todo respeito ao Tupi, mas se esperava uma vitória com certa tranquilidade do União. Novamente faltou futebol e, pior, o time sofreu três gols de forma inaceitáveis.
Apesar de quatro mudanças no time, Marcelo Caranhato não conseguiu que seu time desse a resposta esperada e defensivamente novamente foi um desastre.
Aliás, as duas equipes praticamente tiveram três chegadas de cada lado com 100 por cento de aproveitamento. Tá complicada a situação.

Passividade

Apesar de sem esforço ser possível encontrar graves defeitos na equipe, o que mais me surpreendeu foi a passividade dos jogadores, principalmente após sofrer cada gol. Não houve indignação, não houve cobrança, não houve demonstração de insatisfação entre os atletas pelos erros cometidos.
Talvez possa existir um acordo entre jogadores para isso, evitar a exposição ou culpar deliberadamente o jogador que falha, mas isso com certeza não é o caminho correto, se estiver ocorrendo.
É preciso que os jogadores falem mais entre si, cobrem-se uns dos outros e, se preciso for, metam o dedo no olho. O que não é possível é ver tanta passividade.

Liderança

A crise atualmente no Brasil não se dá somente no campo político. A falta de liderança é gigantesca também no futebol, dentro das quatro linhas. A Copa do Mundo nos mostrou isso.
A forma como Marcelo Caranhato define o capitão, ou seja, em rodízio entre os jogadores, não contribui numa situação como essa. O União precisa urgentemente de um capitão que seja respeitado e, sobretudo, ouvido pelos demais jogadores, mesmo que tenha que haver dedo no rosto ou coisa parecida. Capitão tem que cobrar dos companheiros e precisa ter autonomia para isso.
 

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