Seleção
Sexta, 04 de Julho de 2014

A nossa seleção, que apavorou os brasileiros pela avassaladora crise emocional  durante o jogo  contra o Chile, apresenta mais do que  a deficiência emotiva, apresenta também deficiência técnica e uma surpreendente falta de liderança.

Dentro de campo, principalmente, ninguém assume a função de líder e a imagem do capitão Thiago Silva no momento decisivo foi vergonhoso.

A situação pode ser dimensionada se compararmos lideranças como Dunga, Cafu e tantos outros. Se formos mais longe, quem não lembra de Carlos Alberto Torres ou da imagem tantas vezes repetida de Didi, colocando a bola embaixo do braço e dirigindo-se ao meio de campo dizendo aos companheiros “vamos virar o jogo”?

 

Felipão tá dominado

O brasileiro acostumou-se com o jeito Felipão dos tempos do Grêmio, ou mesmo da seleção Penta Campeã, onde era sisudo, rabugento, autoritário, mas, sobretudo, autêntico e muito competente. O Felipão de hoje não é nem sombra daquele, cede aos caprichos dos grandes meios de comunicação, parece um cordeirinho na mão da CBF, abriu mão de recuperar jogadores e sua capacidade de estrategista não foi apresentada nesta copa.

Chegamos às quartas de final e ainda não temos uma equipe que transmita confiança e muito menos um padrão de jogo definido.

Não bastasse isso, a última, reunir um número pequeno de jornalistas, beneficiando certos veículos de imprensa em detrimento de outros, com objetivo de conquistar aliados de força mostrou que está jogando pra torcida.

O papel do líder é resolver os problemas do grupo e não apenas se preocupar com a imagem. 

 

Convocação

Estou contestando a convocação da Seleção desde o dia em que Felipão anunciou os 23 que iriam à Copa e posteriormente mais 7 que ficaram na suplência podendo ainda antes do início do certame serem chamados.

Quando um time não possui alternativas no banco de reservas, certamente está fadado ao fracasso ou, pelo menos, a apresentar sérias dificuldades na decorrência dos jogos, isto nós já vimos contra o México na primeira fase e nas oitavas contra o Chile, seleções que jamais foram cogitadas como candidatas a um título de campeão mundial entre seleções adultas.

Pois após o jogo contra o Chile, o próprio Felipão disse estar arrependido de não ter chamado um jogador ao qual não fez referência nominal.

Enquanto isso, 200 milhões de brasileiros seguem assistindo filmes de terror a cada jogo e outro está por vir ainda na tarde de hoje. Tomara que o “epílogo” seja positivo.

 

O porquê das críticas

Na minha condição de colunista, logo tendo a responsabilidade de expor minhas opiniões, não concordo com aqueles que acham que sendo a Copa no Brasil e sendo brasileiros, já ganhamos o título.

É preciso percorrer um longo e penoso caminho para chegar ao hexa, por isso uma seleção que representa 200 milhões de torcedores não deve se apresentar 15 dias antes do evento, deixar de convocar jogadores de grande qualidade técnica porque poderiam desagregar o grupo, poxa com toda a estrutura em torno da seleção e sem contar com as grandes conquistas na carreira de tais jogadores.

E por último, não se deve revelar craques em amistosos contra o Panamá e outros.

Sem falar que a badalação em torno da vida pessoal, casos amorosos e outros temas não menos evasivos, não contribuem para a busca dos resultados. 

 

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