Vem aí um ano cheio de esperanças e expectativas na agricultura
Sexta, 09 de Janeiro de 2015

Iniciou um novo Ano Civil no calendário convencional. Para os humanos o ano que passa e o ano que chega são cheios de significado. Convenciona-se que termina um ciclo e começa outro. De fato, na contabilidade financeira, na política e em várias instâncias organizacionais e de relações da sociedade o ano civil se constitui em 365 dias, iniciando em 1º de janeiro e terminando em 31 de dezembro. O Ano Civil foi instituído pela lei nº 810 de 6 de setembro de 1949 pelo presidente da república Eurico Gaspar Dutra.

Para a agricultura e pecuária, do ponto de vista biológico, o Ano Civil pouco importa porque as plantas e os animais se comportam por ciclos. Os ciclos biológicos se definem pelas condições climáticas (temperatura, luminosidade, umidade...). E neste quesito a natureza está colaborando. Nossa região terá safra boa. Das duas principais culturas em extensão de área de cultivo, o milho começa a ser colhido com safra cheia e a soja, em desenvolvimento pleno, indica que completará o ciclo com boas produtividades. Quanto a criação de animais, os bovinos de leite e os bovinos de corte estarão bem alimentados se depender das condições climáticas porque não faltarão pastos. Os suínos e as aves também não sofrerão restrição alimentar porque haverá milho e soja nas redondezas para compor a ração a eles. Então podemos dizer que deste ponto de vista haverá renda no campo.

A natureza tem seus ciclos e a ciência procura entendê-los para subsidiar as ações humanas em favor de si. Assim, foram selecionados cultivares e raças e criadas metodologias de produção para produzir bens de consumo necessários ao homem. No entanto, as ações humanas se interrelacionam economicamente e por interesses políticos geram consequências às vezes não muito favoráveis às partes. Então, não significa que haverá rentabilidade no campo olhando somente do ponto de vista da natureza (clima favorável). A economia ou os interesses políticos podem interferir aumentando impostos, impondo taxas, restringindo o uso de bens, baixando os preços, aumentando os custos de produção, impondo obrigações que dificultam atividades e assim por diante. Nesta expectativa é que se encontra o agricultor. A natureza está colaborando, mas a expectativa do desenrolar das ações políticas e econômicas do ano de 2015 inquieta o campo.

Neste ano teremos (até maio) para efetuar o Cadastro Ambiental Rural, o preço do leite vem caindo acentuadamente, perspectiva de aumento da taxa de energia elétrica, o aumento do preço dos combustíveis vem refletindo fortemente no custo dos insumos agrícolas, o bom mercado do suíno não vem refletindo em preço satisfatório para o suinocultor e assim por diante. Tomara que a soja e o milho tenham preços satisfatórios. Torcemos para que a nova equipe econômica do governo federal dê tranquilidade ao setor agrícola já que até agora este foi âncora das exportações brasileiras.

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