Uma mulher no ministério da agricultura
Sexta, 16 de Janeiro de 2015

 Ainda é cedo para fazer prognósticos em relação a política agrícola brasileira neste novo período de governo da presidente Dilma. Ainda há importantes cargos a serem ocupados em pastas que dizem respeito ao setor agrícola. No entanto no alto escalão do governo tudo está definido. O certo é que a política econômica brasileira está fortemente ligada à política econômica mundial.
Há o dever de casa para ser feito e, feito rapidamente para minimizar os “solavancos” da economia global. Houve uma reeleição, mas há composição é de um novo governo. Houve uma ruptura e, um rearranjo está ocorrendo na máquina política que refletirá na economia interna do país. Economia que sofre dos apoios básicos no ramo dos transportes (estradas, ferrovias, aeroportos, hidrovias), energético (está faltando energia nas propriedades agrícolas), comunicações (falta ou há precárias condições de comunicação no meio rural e nas pequenas cidades do interior), legislação trabalhista nada favorável ao empregador, legislação ambiental necessária, mas altamente exigente para o agricultor, combustível caríssimo e igualmente os insumos agrícolas.
Problemas estruturais que persistem de longa data sendo criticada pela nova Ministra da Agricultura Kátia Abreu, ainda em 2010 em entrevista a Revista Veja, como senadora: “Quero fazer um desafio aos ministros: administrar uma fazenda de qualquer tamanho em uma nova fronteira agrícola e aplicar as leis trabalhistas, ambientais e agrárias completas na propriedade...Se depois de três anos eles conseguirem manter o emprego e a renda nessa propriedade, fazemos uma vaquinha, compramos a terra para eles e damos o braço a torcer, reconhecendo que estavam certos”.
Pois bem! “Uma andorinha não faz o verão”, mas dá sinais que ele existe. Assim, o Ministério da Agricultura terá a frente uma mulher. Pela biografia uma guerreira que teve de aprender em momento difícil da vida (morte do marido) a lidar com os afazeres da fazenda. Não entendia do assunto e, com determinação deu conta do recado da porteira da fazenda para dentro refletindo também da porteira para fora, lhe rendendo eleições sucessivas para o Sindicato Rural de seu município, Federação da Agricultura e Pecuária do Tocantins e, Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária – CNA.
Foi eleita também para vaga na Câmara dos Deputados e para o Senado Federal. Na crítica dos movimentos sociais a presidente sobre a escolha, Dilma respondeu: “foi uma forma de homenagear uma mulher que se distingue na direção da CNA e que honra o Brasil”. Parece-me que a presidente tem noção dos rumos que o Brasil precisa tomar e em nome da governabilidade e da competência administrativa busca apoios de fundamento. Esperamos que com o apoio dos demais ministros, e do Congresso Nacional, a nova ministra da Agricultura consiga iniciar, pelo menos, as mudanças estruturais que desfavorecem o setor agrícola e pecuário para que este continue sendo a âncora das exportações brasileiras e com isso haja renda e satisfação para o homem do campo. Está certa a presidente: “...precisamos de gente que honre o Brasil”.


 
Lauro Luiz Somavilla
Eng. Agr. M.Sc. Agronomia
Secretário Municipal da Agricultura
Tel. (55) 8404-5662
Email.: lalusoma@hotmail.com
 

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