O tamanho da atividade leiteira no Rio Grande do Sul
Sexta, 05 de Junho de 2015

Na última semana foi divulgado o Relatório Sócioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite mostrando o panorama da atividade no Estado. O trabalho foi coordenado pelo Instituto Gaúcho do Leite em parceria com a Emater/RS, Fetag, Fetraf-Sul e a Famurs com o auxílio das prefeituras, sindicatos de trabalhadores rurais, Inspetorias de Defesa Agropecuária, Conselhos Municipais de Agricultura, indústrias, cooperativas e empresas.
O trabalho mostra que a atividade é exercida por mais de 198.000 produtores onde 95% podem enquadrar-se como agricultores familiares com média de área de 20 hectares. O rebanho leiteiro do Estado é de aproximadamente 1.427.000 animais que produzem ao redor de 10,6 litros de leite por dia.
A maioria dos produtores de leite (mais de 101.000 = 51,0%) produzem somente para o consumo da família e, outros 84.300 (42%) produzem 11.470.000 litros/dia destinando-o para as indústrias, cooperativas ou queijarias. Os produtores que processam leite em agroindústria própria e legalizada somam 224. Dos agricultores que entregam a produção para a indústria 45,3% produzem até 100 litros/dia.
Quanto aos métodos reprodutivos 77% dos produtores fazem uso da Inseminação Artificial sendo que nas regiões de Lajeado e de Caxias do Sul o percentual ultrapassa 90%. O estudo também indica que mais de 60% dos produtores possuem ordenhadeira e, o local para ordenha é adequado. Quanto a conservação do leite na propriedade mais de 72% delas possuem resfriador de expansão direta (tanque isotérmico) e, 22% dos produtores tem resfriador de imersão. Outro dado interessante é que em 38% das propriedades leiteiras tem aquecimento de água para limpeza de equipamentos, o que auxilia para uma melhor higiene e qualidade do leite.
Quanto a origem genética do rebanho leiteiro o estudo mostra que a maioria dos animais pertence à raça Holandês (58,4%), sendo mais expressiva nas regiões de Passo Fundo e de Porto Alegre. A raça Jersey representa 16,3% do rebanho e é mais expressiva na região de Pelotas. Os animais de raças cruzadas predominam na região de Bagé e de Santa Maria.
As estruturas de resfriamento e de processamento industrial de leite se concentram basicamente na metade Norte do Estado. As indústrias de diferentes portes somam 254, incluindo os sistemas de inspeção municipal, estadual e federal totalizando uma capacidade diária de processamento de 18,5 milhões de litros.
Outro dado interessante é que o maior número de produtores está no Noroeste e Norte do Estado e, as principais dificuldades enfrentadas pelos produtores são a falta de mão de obra, a falta de descendentes ou desinteresse deles na atividade e o preço do leite.
Este é um importante estudo realizado que servirá para traçar ações e políticas para o setor. Parabéns aos coordenadores e a todos os que colaboraram para este trabalho.

Comentários