UM NOVO TEMPO NA AGRICULTURA
Sexta, 26 de Junho de 2015

Sem dúvida a agricultura está em transformação, assim como outros segmentos econômico-produtivos. Aquelas práticas tradicionais de atividades em pequena escala e de trabalho dispendioso estão desaparecendo pela falta de sustentabilidade. Só se justificam para a subsistência familiar e para mercados pontuais e, aí sim devem ser estimuladas. Contudo, quando diz respeito à conquista de mercados competitivos ou acompanhamos a tecnologia e as exigências dos mercados ou estamos fora do processo produtivo.

A sustentabilidade das atividades é uma premissa que deve nortear qualquer produtor. Dizemos que uma atividade rural é sustentável quando ela traz resultado econômico para quem a exerce e ao mesmo tempo respeita o ser humano e o meio ambiente.

Pois bem! Neste enfoque podemos dizer que estamos a passos largos em transformação, porque uma nova postura vem se estabelecendo no meio rural. Se por um lado temos agricultores que têm dificuldades para a gestão das propriedades, temos muitos que são exemplos e são notados pela performance das atividades, da liderança que exercem e do cuidado com que tratam as questões ambientais. Vejamos alguns exemplos:

No setor leiteiro temos exemplos de agricultores que se modernizaram com animais geneticamente apurados para a produção de leite, possuem pastagens melhoradas e com manejo adequado, reservam alimento através da silagem e da fenação, possuem estruturas confortáveis para a ordenha e por isso acessam preços satisfatórios.

Nas atividades da avicultura e da suinocultura também temos belos exemplos que chamam a atenção. Embora o preço segue padrões da integradora, a diferença está no manejo, no cuidado diário dos animais, no capricho do entorno dos criatórios e na disposição dos dejetos. Estes agricultores além de tornar o ambiente aprazível recebem, normalmente, remuneração compensatória pelo esforço que dedicam.

Outro exemplo advém dos produtores de hortaliças que acompanham a evolução do melhoramento genético, adotando novas cultivares, mais palatáveis, com maior tempo de vida de prateleira, exigindo muitíssimo menos produtos fitossanitários e com preços acessíveis aos consumidores e, auferindo lucros a quem produz.

Podemos ainda citar os que têm êxito na fruticultura, na produção de grãos, os que se desafiam na agroindústria, os que se dedicam na piscicultura e em outros setores.

O que tem em comum aqueles que se sobressaem? Primeiro gostam do que fazem. Na sequência podemos dizer que a maioria são jovens e recebem apoio da família, buscam aprimorar-se tecnicamente, pouco dependem do poder público e, sobretudo, trabalham incansavelmente. A crise é maior para aquele que não acompanha a evolução e há um novo tempo para aquele que se inclui e se desafia ao novo.

 

Comentários