2014 – Ano internacional da agricultura familiar
Sexta, 27 de Dezembro de 2013

No exercício de encerramento das atividades do ano, as instituições se esmeram em fechar o caixa, produzir os relatórios e efetuar os balanços. Também, é tempo de projetar as ações do próximo ano, planejando minimamente as metas a serem alcançadas. Deste modo, em sua 66ª Sessão, a Assembleia Geral da ONU declarou o ano de 2014 como Ano Internacional da Agricultura Familiar. A homenagem conta com o apoio do Fórum Rural Mundial, das redes regionais de agricultores familiares na África, Ásia e América Latina e da 37ª Conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), entre outros segmentos ligados a agricultura mundial.

A FAO cita que esta iniciativa visa aumentar a visibilidade da agricultura familiar e dos pequenos agricultores, focalizando a atenção mundial em seu importante papel na erradicação da fome e da pobreza, provisão de segurança alimentar e nutricional, melhora dos meios de subsistência, gestão dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável, particularmente nas áreas rurais.

O objetivo do Ano Internacional da Agricultura Familiar, diz a FAO, é reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais, identificando lacunas e oportunidades para promover uma mudança rumo a um desenvolvimento mais equitativo e equilibrado. E afirma, ainda, que esta ação vai promover uma ampla discussão e cooperação no âmbito nacional, regional e global para aumentar a conscientização e entendimento dos desafios que os pequenos agricultores enfrentam e ajudar a identificar maneiras eficientes de apoiar os agricultores familiares.

Considero oportuna esta homenagem e, sobretudo, a reflexão sobre este segmento agrícola que escolheu este modo de vida. Segundo a Constituição Brasileira, considera-se agricultor familiar aquele que desenvolve atividades econômicas no meio rural, não possui propriedade maior que quatro módulos fiscais (para a maioria dos municípios do Médio Alto Uruguai do RS, um módulo rural é 20 hectares), utiliza predominantemente mão de obra da própria familiar nas atividades econômicas da propriedade e tem a maior parte da renda familiar proveniente das atividades agropecuárias desenvolvidas no estabelecimento rural.

Aproximadamente 84,4% dos estabelecimentos agropecuários do país são da agricultura familiar, ou seja, 4,36 milhões de estabelecimentos agropecuários. Segundo o Censo Agropecuário Brasileiro (2006), a agricultura familiar era responsável pela produção de 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 34% do arroz, 58% do leite, 59% dos suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e 31% do trigo. Não refiro aqui as hortaliças e as frutas que a maioria vem deste segmento.

Portanto, vamos nos preparar para refletir e comemorar o modo de ser destes agricultores que tanto contribuem para o desenvolvimento, soberania e segurança alimentar mundial.

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