O que se espera para o setor rural em 2016
Sexta, 08 de Janeiro de 2016

Estamos em um novo ano civil e na esperança de mudanças favoráveis para o setor rural. A conjuntura política e econômica do Brasil no ano de 2015 angustiou os agricultores. A disparada do dólar, a elevação da energia elétrica, dos combustíveis e a paralisia nos investimentos estruturais contribuíram para onerar ainda mais a produção agropecuária. A rentabilidade não foi satisfatória para todas as atividades.

Do ponto de vista climático, o excesso de chuvas e temporais prejudicou as plantações. A queixa não é pela falta de água, mas pelo excesso.

A esperança é de dias melhores para o ano de 2016. A esperança é um dos combustíveis que movem os agricultores desde sempre. Se os agricultores não a tivessem, poderíamos ter escassez de produtos para pôr na mesa pela falta de quem os produzisse.

Parece-me que além de esperança precisamos adotar posturas de inovação e atenção redobrada no gerenciamento das atividades, pois embora estejamos nos primeiros dias do ano, o reflexo da política econômica continuará impactando negativamente a produção. De uma forma especial, nós gaúchos acordamos no dia 1º com a energia elétrica mais cara, assim como a gasolina, o álcool, os serviços de telefonia, entre outros. Sabe-se que, por consequência, outros produtos e serviços também terão preços reajustados. Logo, para exercer atividades no campo com rentabilidade exigirá mais profissionalismo.

Alerta posto, também é necessário vislumbrar as oportunidades para o setor. Os indicativos são de preços satisfatórios para os produtos agrícolas e pecuários. A demanda por alimentos é crescente no Brasil e no exterior. Há uma grande necessidade de grãos (milho, soja, trigo...), carnes, leite, frutas e outros gêneros. Temos condições de aumentar a produção pela disponibilidade de tecnologias. Há espaço para a produção em pequenas propriedades e também nas grandes, bastando para isso eleger as atividades compatíveis com as potencialidades das propriedades.

Acho que os agricultores precisam adotar estratégias políticas para garantir ganhos em áreas que lhes são necessárias e refletem diretamente sobre suas atividades. Cito como exemplo no campo da armazenagem, do suprimento de energia em suas propriedades, no escoamento da produção, na transformação de produtos que vão além das carnes, no transporte, nas comunicações, entre outros. Ter ganhos somente financeiros pela venda da produção considero muito pouco para sustentar-se no meio rural. É necessário ter suporte estrutural para ter conforto e tranquilidade nas atividades agrícolas. Fortalecer-se através dos sindicatos, cooperativas e associações é o caminho mais fácil para as conquistas. Quem sabe o ano de 2016 será propício para esse propósito.

Comentários