A RENDA DA PROPRIEDADE DEPENDE DA MINHA ESCOLHA
Sexta, 05 de Fevereiro de 2016

Dentre tantos direitos que o ser humano tem estão a educação, a saúde, a alimentação, a moradia, o lazer e a segurança. Há tantos outros assegurados pela nossa Constituição Federal, mas me atenho apenas a estes. Não importa se a pessoa é urbana ou rural, se detém posse ou não, nem depende de estado civil, religião ou qualquer outra condição. Referem-se aos direitos da pessoa. Se forem direitos é porque a pessoa tem necessidades que precisam ser satisfeitas para não ser ferida na sua dignidade.

Tema polêmico, mas com teses e tratados suficientes para a formação de opinião a respeito do papel do Estado e da sociedade na responsabilidade do amparo aos fragilizados. O fato é que da renda, das posses e do trabalho de cada um, uma parte vai para o Estado. O Chamado imposto. Recursos que fazem frente às necessidades do coletivo e com mais apropriação para aqueles que mais necessitam. O ente público se vê obrigado a bancar aquilo que o cidadão não consegue satisfazer por si. E cada vez parece que aumentam as necessidades devido a enxurrada de propaganda sobre bens de consumo que a mídia põem dentro de casa. Certo é também que muito conforto e facilidades cotidianas chegaram as pessoas. Aumentou a qualidade de vida para muita gente. Também é verdade que muitos lares se dilaceraram pelas dívidas, pelas frustrações de não poder corresponder aos apelos da mídia, porque faltou renda.

Em relação aos agricultores não importa se ele é grande produtor ou pequeno. O que importa que são pessoas que vivem e trabalham para satisfazer suas necessidades. São cidadãos que cumprem com seus deveres. Contudo, dependendo da atividade que escolhem para buscar a renda necessária, se estratificam e se diferenciam nos que se capitalizam e nos que, ano após ano empobrecem porque alguma particularidade do método de trabalho ou da condição da propriedade lhes desfavorecem. Lembro que não há propriedade pequena inviável ou grande viável. O que há é atividade mal escolhida e implantada inadequadamente para a realidade da propriedade. Posso ser um grande produtor em apenas um hectare de área, se cultivo tomate em ambiente protegido. No entanto, se cultivo soja em 100 hectares continuo pequeno produtor. A minha decisão é que faz com que a propriedade seja viável ou não. Se eu sei que necessito de um valor “x” para as demandas da minha família, porque insisto em adotar atividades que não me rendem o que preciso? Aí não conseguindo com o próprio suor recorro ao público, que por sua vez tem a demanda aumentada que necessita reajustar impostos ou criar novos para atender as demandas que, em última análise, eu mesmo criei. Demandas que incham o Estado e o tornam complexo, moroso e, de difícil controle em algumas situações. Aí fico rançoso e descontente porque também o Estado não cumpre a sua função a contento. Tudo começa comigo! Com a minha decisão.

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