Alguns desafios da agricultura para 2014
Sexta, 03 de Janeiro de 2014

Terminado o ano de 2013 com comemorações na produção, nos preços agrícolas e nos investimentos no setor é hora de expectativa e projeção das atividades para 2014. Parte da safra ainda não está definida, mas tudo indica que teremos recordes de produção e bons preços. De igual forma, os preços dos produtos de origem animal como as carnes (suínos, aves, bovinos) e leite deverão ser compensadores, conforme projetam os economistas, embora com pequena redução para o leite no momento.

Algumas preocupações devem merecer atenção no ano de 2014. Uma delas é a implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que deve vincular algumas políticas públicas para os agricultores. Durante o ano, os sindicatos dos trabalhadores rurais, a Emater/RS-Ascar, as prefeituras e outros órgãos deverão esclarecer e oferecer subsídios aos agricultores para a realização do CAR. O CAR é uma obrigação para todos os proprietários de terras privadas e públicas. Quem não o fizer deverá sofrer restrições de acesso a alguns serviços públicos ou financiamentos.

Outra preocupação será a área da armazenagem. Este setor vem tendo investimentos apenas pela iniciativa privada e não acompanha o aumento da produção. O setor terá forte investimento disponível e previsto a partir do anúncio do Plano Safra 2013/2014. No entanto, o setor público coordenado pela Conab construirá apenas dez novos armazéns neste ano, mas somente dois aqui no sul: um em Xanxerê (SC) e outro em Estrela/RS. Outros 80 armazéns deverão ser reformados Brasil afora. O Banco do Brasil já está operacionalizando o sistema para esta área.

A mão de obra no meio rural continuará a tirar o sono da maioria dos agricultores, principalmente daqueles que possuem atividades no leite, nos suínos e nas aves, embora todas as atividades têm grande déficit há tempo. A falta deve continuar a ser compensada em parte pela mecanização e pela automação. Contudo, os especialistas afirmam que a partir do ano de 2014 haverá uma desaceleração da venda de máquinas agrícolas. O governo já anunciou o aumento da taxa de juros para máquinas e equipamentos.

A adoção de tecnologias de produção e o gerenciamento dos recursos disponíveis nas propriedades deverão fazer a diferença para a rentabilidade. Aqueles que terão habilidades para associar pelo menos estes fatores terão vantagens. O gerenciamento deverá envolver também as questões ambientais e a escala de produção em função dos preços e dos mercados. Menos gente no campo significa buscar a sustentabilidade pela produtividade, pela redução de custos, pela qualidade.

 

Vamos gerenciar também a possibilidade das precipitações serem abaixo da média histórica para os próximos três meses para a região noroeste do Rio Grande do Sul.

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