UMA REGIÃO CHEIA DE OPORTUNIDADES NA AGROPECUÁRIA
Sexta, 15 de Abril de 2016

A região do Médio Alto Uruguai, que há alguns anos era considerada a mais pobre do Estado, já deu passos significativos no cenário de desenvolvimento socioeconômico estadual. O Índice de Desenvolvimento Socioeconômico – Idese, que vai de 0 – 1, para o Rio Grande do Sul é de 0,744 e da nossa região está entre 0,700 e 0,799. Claro que, particularizando os índices, ainda estamos longe de ser uma região desenvolvida, por exemplo, o índice de renda do Estado é de 0,745, enquanto o nosso está entre 0,600 e 0,699. As mudanças vêm ocorrendo, embora lentamente. Também não é tão fácil para as famílias e as empresas se organizarem dentro de uma legislação complexa, mercados exigentes e de uma região de infraestrutura precária.

No aspecto da produção agropecuária, nossa região é uma das que crescem a passos largos. Não fizemos feio para nenhuma região do Estado se levarmos em conta as deficiências de apoio no escoamento, na armazenagem, no déficit de energia elétrica em muitas propriedades, na precariedade do sinal de telefone, entre outras carências. Graças às conquistas que a região vem alcançando no ramo da qualificação profissional (quatro universidades), do empenho das administrações públicas, do empreendedorismo de muitos visionários e do esforço coletivo das instituições de apoio é que estamos melhorando. Somos bons em produzir uma diversidade de produtos, tais como grãos (milho, soja, feijão, trigo, aveia), frutas (uva, citros, melancia, melão, figo), leite, carnes (suínos, aves), gado de corte, hortaliças, agroindústrias do ramo vegetal e animal. Se olharmos por alto, parece que esgotou a nossa matriz produtiva, mas não. Em um olhar atento, ainda temos um espaço enorme de oportunidades para a produção. Basta olharmos nos supermercados o que consumimos vindo de outras regiões e que poderiam ser produzidos aqui: frutas (laranja, bergamotas, limão, caqui, ameixa, pêssego, maçã, goiaba, maracujá, melancia, melão, moranguinho, nozes, abacate, entre outras), olerícolas (cenoura, beterraba, cebola, mandioca, batata-doce, tomate, pimentão, berinjela, brócolis, couve-flor, chuchu, repolho, pepino, moranga, abóbora etc.), peixes, ovinos, caprinos, mel, ovos, conservas, doces, pipoca, amendoim e outros produtos industrializados. Considera-se que a produção necessita de serviços na distribuição de produtos, no fornecimento de insumos, de equipamentos, de assistência técnica, de logística e tantos outros apoios que abrem oportunidades de negócio para muitos profissionais. Pensemos numa cadeia produtiva completa, como a dos suínos. São muitos os apoios necessários para que um animal seja produzido. Assim, são demandados serviços de apoio que podem se constituir em negócios na cadeia das olerícolas, das frutas, das agroindústrias, do peixe e assim por diante. A região se desenvolve quando há pessoas que vislumbram oportunidades e empreendem negócios e, com isso, encorajam apoiadores, tornando possível que os elos da cadeia se completem. Temos uma região cheia de oportunidades na agropecuária. Portanto, coragem!

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