A transgenia e a nanotecnologia agropecuária
Sexta, 12 de Agosto de 2016

A tecnologia na agropecuária avança numa velocidade sem precedentes. É possível que nos últimos 10 anos mais tecnologias foram geradas na agropecuária do que nos 5.000 anos anteriores. Grande impulso foi iniciado por Mendel em 1865 através do estudo das características morfológicas das ervilhas que cultivava no mosteiro. Sem aplicação prática, a descoberta caiu no esquecimento, só vindo à tona lá por volta do ano de 1910 pelos cruzamentos de linhagens de milho diferentes que resultavam em plantas com melhor vigor. Em 1918 surgiram nos Estados Unidos os primeiros “híbridos” de milho comerciais com grande resultado econômico. A tecnologia se espalhou para o mundo vindo para o Brasil por volta de 1940, onde se popularizou. O melhoramento genético avançou no mundo todo tanto na área vegetal como na área animal. A partir da década de 1970 foi possível o domínio da técnica do DNA recombinante (transgenia) onde um gene de uma espécie foi introduzido em outra, resultando em um indivíduo transgênico. Assim surgiu a engenharia genética, que até hoje, criou ao redor de uma dezena de plantas transgênicas com grande utilidade econômica. Vejamos: milho resistente a herbicidas, milho resistente a insetos, mamão resistente a viroses, soja resistente a herbicida, feijão resistente a virose, abobrinha resistente a viroses, algodão resistente a herbicidas, arroz com maior teor de betacaroteno, tomate com maior vida de prateleira entre outros. Além disso, a transgenia possibilitou inovações em processos industriais como na coagulação do leite pela enzima quimozina, que antes era obtida do estômago de herbívoros e hoje é de fungos e bactérias; a produção de insulina a partir de microrganismos que antes era obtida do pâncreas de animais e, outras inovações que aguardam autorização para entrar no mercado. A biotecnologia vem revolucionando a produção agrícola e também a vida das pessoas. A última novidade é a nanotecnologia. Esta é uma ciência que se preocupa com as soluções a partir do domínio de elementos extremamente diminutos, da ordem de um bilionésimo da parte do metro. Uma unidade de medida chamada nanômetro (nm). Na agropecuária visa melhorar os processos da nutrição, da proteção de plantas, da condução de vacinas nos animais, no desenvolvimento de embalagens bioativas, catalizadores para a produção de biocombustíveis, produção de tecido com propriedades antimicrobianas entre outros. Um exemplo é a disponibilização de nanofertilizantes que irão atuar no local onde a planta mais precisa em um dado estádio de desenvolvimento. No caso de vacinas, o produto será disponibilizado no local exato em que o efeito é desejado no animal. Qual a vantagem? Menor contaminação ambiental, menor poder residual, economia de produto, menor perda de produto, entre outros. Uma tecnologia do invisível, porém sentida em ganhos ambientais, conforto humano, em ganho de tempo, em economia e ganho de dinheiro. Transgenia e nanotecnologia: ferramentas que estão revolucionando a agropecuária.

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