Teremos uma excelente safra de verão
Sexta, 16 de Dezembro de 2016

O temor de La Niña parece não se confirmar para a região. Até o momento as culturas dão sinal de desenvolvimento normal e muitas delas já se apresentam em ritmo de colheita. Para uma região que tem a base econômica na agropecuária é a segurança que se esperava, pois havendo produção a cadeia produtiva continua dinâmica.

Algumas culturas, como as frutíferas uva e pêssego, avançam na colheita com boa produção, qualidade ótima e com bons preços, diferente da última safra em que a qualidade e a produção foram prejudicadas pelas intempéries. A cultura dos citros também, em ritmo de final de colheita, apresentou excelente qualidade e preço satisfatório oferecido pelo mercado a ponto de animar muitos produtores a expandir seus pomares.

A fruticultura dá mostra de consolidação na região, tanto na produção como também no beneficiamento, fato verificado pelo aumento das cantinas e das agroindústrias de suco pela perspectiva de processamento da uva e da laranja. Novos produtores também se apresentam na produção de moranguinho, melancia e de melão, frutas de ciclo curto que possuem mercado regional e dão retorno rápido aos produtores.

Para os hortigranjeiros as condições climáticas também vêm se apresentando satisfatórias tanto em relação à umidade como luminosidade e temperatura. Muitos produtores de tomate já iniciaram a colheita para o mercado local com frutos de excelente qualidade.

A cultura do milho, que é uma das mais vulneráveis pela falta de umidade, apresenta muitas lavouras em maturação fisiológica, embora a maioria das áreas aguardem chuvas regulares para a produção se consolidar. A soja apresenta bom desenvolvimento vegetativo também com perspectiva de boa safra, em que pese que parte da semeadura ainda deve ocorrer em resteva de lavoura de milho, na chamada safrinha, que acontece a partir de janeiro. Em boa situação também se apresenta as pastagens de verão, principalmente para bovinos leiteiros, o que vem garantindo produção satisfatória.

Os preços da maioria dos produtos vêm se mantendo satisfatórios. Contudo, a angústia dos agricultores ocorre pela elevação dos custos de produção porque diminuem a rentabilidade das atividades. Altas dos preços dos insumos e dos combustíveis continuam sendo os vilões da agricultura. Condição insatisfatória se apresenta quanto à atividade leiteira pelo baixo preço do produto pago aos produtores, o que gera angústia e desânimo para continuar na atividade.

De um modo geral, termina-se um ano com uma agricultura mais forte e valorizada, pois foi o segmento que segurou a balança comercial positiva do país e manteve as regiões, principalmente a dos pequenos municípios, com a economia dinâmica. Se ainda temos muito a pedir acredito que temos mais a agradecer, tanto pela abundância da produção quanto pela benevolência da natureza.

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