Profissionais do agronegócio
Sexta, 20 de Janeiro de 2017

No período de dezembro a fevereiro tradicionalmente ocorrem as formaturas nas universidades. Caracteriza-se por um período festivo principalmente para os alunos formandos e suas famílias. O esforço de 4 ou 5 anos é coroado por ato solene que emociona a todos. A significância da conclusão do curso superior é marcante para os pais que veem seus filhos com mais possibilidades de escolhas, embora o foco profissional seja uma área específica. Para os filhos também é momento emblemático porque há a possibilidade de independência financeira e, sobretudo, de mostrar-se capaz em “resolver os problemas do mundo” pelos conhecimentos e pelas habilidades desenvolvidas. Ganha a família, ganha o formando e ganha a sociedade porque a universidade disponibiliza o conhecimento universalizado. Formado, o indivíduo está “pronto para voar”.

Grande parte da pujança do agronegócio brasileiro, que evolui a cada ano surpreendendo em produtividades, em tecnologias, em qualidade, em sistemas alternativos de produção se deve ao aumento do número e da qualidade dos profissionais egressos das universidades. São inúmeros egressos de diferentes áreas que se somam e respondem por segmentos, atividades e setores de apoio direto e indireto ao homem do campo. Não são só os profissionais das Ciências Agrárias que contribuem com o agronegócio, embora geralmente são eles que estão mais em contato com os agricultores. Segundo relatório da Câmara de Agronomia do CREA/RS, atualmente integram a área da Agronomia 19.734 profissionais com as seguintes formações: dois engenheiros de pesca; quatro engenheiros de aquicultura; 514 engenheiros agrícola; 68 meteorologistas; 269 tecnólogos; 8.968 técnicos de nível médio da área agronômica; 9.223 engenheiros agrônomos. No Brasil há próximo de 100 mil engenheiros agrônomos. Claro que além desses há os das outras áreas, como os médicos veterinários, os zootecnistas, os engenheiros florestais, entre outros. Será que em número são suficientes para atender as demandas dos agricultores gaúchos? Considero que não, pois temos no Estado 497 municípios que abrigam ao redor de 450 mil propriedades rurais, totalizando próximo de 20.200.000 hectares de área. Ainda conforme o engenheiro agrônomo Mauro Cirne, conselheiro do CREA-RS, no Rio Grande do Sul, no início da década de 1990, eram apenas sete as universidades com cursos de agronomia, e em 2016, já são 29 cursos. Numa análise simplista há um profissional para cada 22 propriedades. Claro que esta não é a realidade, pois há boa parte destes profissionais exercendo atividades correlatas ou fora do agronegócio. Mas que bom se um dia chegássemos a uma realidade próxima a esta! Há uma forte correlação da evolução do agronegócio brasileiro com o aumento do número de profissionais egressos das universidades e a distribuição no território nacional. Isto prova que o conhecimento é condição estratégica para o desenvolvimento do país. Parabéns a todos os formandos que se direcionam para o agronegócio! Vocês são o sangue novo no “revezamento” profissional!

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